26 julho 2026

GUIA MED IV ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS


 

Livro com 410 páginas com as seguintes informações técnicas >>> . Nomes . Classe terapêutica . Descrição  . Administração   . Diluentes  . Vias de administração  . Dispositivo de infusão . Reconstituição . Compatibilidade . Restrição hídrica . Injeção direta  . Infusão intermitente . Infusão contínua  . Compatibilidade na administração de via  . Compatibilidade na seringa  . Incompatibilidade na administração de via  . Incompatibilidade na seringa  . Dados conflitantes  . Estabilidade   . Referências bibliográficas.

MODELO DE MONOGRAFIA >>>>> Alteplase

 Nomes Actilyse®, alteplase.7,8

 Classe Trombolítico. Tratamento fibrinolítico no IAM; embolia pulmonar aguda maciça com instabilidade hemodinâmica; tratamento trombolítico do AVC isquêmico agudo.7,8

Descrição Pó liófilo. Frasco 50 mg. Excipiente: arginina, ácido fosfórico, polissorbato 80, API. Solução com pH 6,8-7,6 e 215 mOsm/kg (1 mg/mL). Estocar em temperatura ambiente, não congelar e proteger da luz.4,5,6,7,8

Estabilidade após reconstituição no frasco de vidro 8 h em temperatura ambiente e 24 h sob refrigeração após diluição com soro fisiológico.8

Administração Diluir em SF 0,9%. Não é necessário um filtro em linha. Não aplicar via IM. Vias de administração IV: injeção direta; infusão intermitente; infusão intracanular; intracoronariana; intrapleural. Dispositivo de infusão: equipo de bomba. Concentração máxima: 1 mg/mL. Evitar injeções IM no paciente durante o tratamento com alteplase. Diluição abaixo de 0,2 mg/mL não é recomendada. Compatibilidade PVC, PEBD, EVA, PP, POF, PP/PE, Vidro. IAM Dose de 15 mg via injeção direta, seguida de dose de 50 mg em  250 mL na infusão intermitente durante 30 min, seguida de infusão intermitente de 35 mg durante 1 h seguintes até a dose máxima de 100 mg. Tratamento de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) Dose recomendada é de 0,9 mg/kg (dose máxima de 90 mg) infundida durante 1 h, com 10% da dose administrada como injeção IV direta. O tratamento deve ser o mais rápido possível, em até 3 h após o aparecimento dos sintomas. Tratamento de embolia pulmonar (EP) Dose total de 100 mg em 2 h, sendo 10 mg como injeção IV direta durante 1 a 2 min, seguida de 90 mg em infusão IV intermitente durante 2 h. Intrapleural Dose diluída em 30 a 100 mL de SF 0,9%. Infusão intracanular em processo de hemodiálise Diluir 2 a 4 mg de alteplase em 50 mL de SF 0,9% e infundir em 1 a 2 h. Infusão intracanular na radiologia Diluir 12 mg de alteplase em 500 mL de SF 0,9% (=1 mg/42 mL).4,5,6,7,8

 Compatibilidade Epitifibatida, lidocaína, metoprolol, propranolol, tobramicina, vancomicina.3,5,9

 Incompatibilidade Bivalirrudina, cangrelor, DOBUTamina, DOPamina, heparina.3,5,9

 Dados conflitantes Morfina, nitroGLICERINA.3,5,9


No livro estão listados mais de 360 medicamentos injetáveis com mais de 4.000 combinações de compatibilidade e/ou incompatibilidade e com as seguintes informações: nome genérico, nome comercial, reconstituição, administração (diluentes, vias de administração, dispositivo de infusão, infusão direta, intermitente, contínua, subcutânea, hipodermóclise, restrição hídrica, concentração máxima, compatibilidade dos frascos para infusão), compatibilidade, compatibilidade na seringa, incompatibilidade, incompatibilidade na seringa, estabilidade das misturas injetáveis.


Exemplos de informações: Administração Diluir em RS, RL, SG5SF, SF 0,9%, SG 5% (conc: 2,5 a 5 mg/mL). Não é necessário um filtro em linha. Não aplicar via SC, IM ou Injeção direta. Infusão via cateter venoso central. Vias de administração EV: infusão intermitente. Reconstituição: 250 mg:10 mL API (25 mg/mL). Compatibilidade PVC, PEBD, Elastômero, EVA, PP/PE, POF, PP, Vidro.  Dispositivo de infusão equipo comum. Concentração máxima: 5-7 mg/mL. Diluição especial 7 mg/mL via venosa periférica; 10 mg/mL via venosa central. Restrição hídrica Aplicar sem diluir em infusão na concentração de 25 mg/mL por via venosa central durante 1 h. Infusão intermitente Dose de 250 mg em 50 mL em 1 h. Doses até 700 mg em 150 mL em 1 h. Doses de 701-1.000 mg em 250 mL em 1 h.





19 setembro 2024

Abiraterona + Prednisolona


Indicações
Em associação com prednisona ou prednisolona ou DEXAmetasona no tratamento do câncer da próstata metastático resistente à castração, em homens adultos assintomáticos ou ligeiramente sintomáticos após falência da terapêutica de privação androgênica, e para os quais a QT ainda não está indicada.(1,6,12,33)

 Exames Iniciar se Neutrófilos Totais acima de 1500 células/mm3. Plaquetas acima de 100.000 células/mm3. Creatinina sérica. Hemoglobina acima de 80 g/L. CrCl acima de 45 mL/min. Função renal. Função hepática. PSA. Hemograma com contagem diferencial de Leucócitos. Exames clínicos. TC. Biópsia. RM. PET Scan.(1)

 Exames antes de cada ciclo LDH. PSA a cada 4 semanas. Creatinina. Potássio. CT Scan a cada 24 semanas. Hemograma com contagem de leucócitos e plaquetas.(16,12)

  Regime terapêutico Câncer de próstata metastático.(1,6,12,33) 

Dias

Medicamentos

Dose

Administração via oral

D1 a D28

Abiraterona

1.000 mg/dia

Deve ser tomado pelo menos 2 h após a ingestão de alimentos e não devem ser ingeridos alimentos pelo menos durante 1 h após tomar os comprimidos.

D1 a D28

Prednisolona

10 mg/dia

Com ou após as refeições. Pode ser administrado como 5 mg 2xdia

Ciclo Uso contínuo até progressão da doença ou toxicidade inaceitável.(1,12)

Tratamento precedente Enzalutamida, com PSA crescente.(32)

Alternativa terapêutica Abiraterona 1000 mg/dia + DEXAmetasona 0,5 mg/dia.(6,7,12)

Risco emético Mínimo.(12)

Pré-QT [Baixo] 30 min a 60 min antes. Ondansetrona 8 mg a 16 mg VO/EV ou  DEXAmetasona 8 mg VO/IV ou Metoclopramida 10 mg VO/EV 3xdia. Pós-QT sem profilaxia de rotina.(26)

Pontos de atenção Toxicidade reprodutiva FDA categoria X (Abiraterona). Toxicidade cardíaca (Abiraterona). Monitorização dos eletrólitos (Abiraterona).(12)

Medidas de suporte. Omeprazol 20 a 80 mg/dia VO, continuar durante o tratamento ou Ranitidina 150 mg VO 2xdia durante 30 dias, ou Famotidina 40 mg/dia VO em pacientes com alto risco de ulceração GI ou sangramento.(1,12)

Abiraterona Conduta na administração oral não deve ser tomada com alimentos, pois existe a possibilidade de exposição sistêmica à abiraterona. Os comprimidos devem ser engolidos com água. Contém Lactose. Pacientes com intolerância hereditária rara à galactose, deficiência de lactase Lapp ou má absorção de glicose-galactose não devem tomar este medicamento. Não administrar dose dobrada para compensar a dose esquecida.(7)

Administração via sonda nasogátrica Em uma seringa dosadora oral dissolver o comprimido de Abiraterona em 10 mL de água aquecida a 55ºC durante 5 min e administrar. Lavar a sonda antes e após a administração do medicamento.(7)

  Informações clínicas

 . Abiraterona Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes. Os níveis séricos de transaminases devem ser medidos antes do início do tratamento, cada duas semanas durante os primeiros três meses de tratamento, e, posteriormente, todos os meses. A pressão sanguínea, o potássio sérico e a retenção de fluidos, devem ser monitorizados mensalmente. No entanto, os doentes com um risco significativo de ICC devem ser monitorizados a cada duas semanas, nos primeiros três meses de tratamento, e depois todos os meses.(7)

. Dose máxima tolerada (DMT). Abiraterona Dose máxima 1000 mg/dia.(7)

Reações adversas

 . Abiraterona Hiperglicemia (57%). Hipofosfatemia (24%). Hipernatremia (33%). Hipocalemia (17% a 30%). Tosse (7% a 17%). Dispnéia (12%). Nasofaringite (11%). Artralgia (25%). Mialgia (26%). Hipertensão (9% a 37%). Edema (25% a 27%). Fadiga (39%). Insônia (14%). ITU (7% a 12%). Linfocitopenia (20% a 38%; grau 3/4: 4% a 9%). Aumento da bilirrubina sérica (7% a 16%). Aumento da alanina aminotransferase sérica (11% a 46%). Aumento da AST (15% a 37%). Constipação (23%). Diarréia (18% a 22%). Dispepsia (6% a 11%).(10)

  Ajuste de dose nas toxicidades não-hematológicas

 

Hipertensão

Grau 3/4

Retardar o tratamento até retorno ao Grau 1 ou menos e reiniciar. Na 1ª ocorrência sem redução de dose. 2ª ocorrência reduzir a dose para 750 mg/dia. Na 3ª ocorrência reduzir a dose para 500 mg/dia. Na 4ª ocorrência não usar a Abiraterona.(12)

 Interações medicamentosas

 . Abiraterona Evitar uso com inibidores da CYP3A4: AtazanavirCetoconazolClaritromicinaIndinavirItraconazolNelfinavirRitonavirSaquinavirVoriconazol. Pode resultar em aumento na concentração plasmática da Abiraterona e risco aumentado de toxicidade. Usar com cautela se administrados concomitantemente, e monitorar os sinais e/ou sintomas de toxicidade devido à abiraterona. Considerar redução de dose. Indutores da CYP3A4: CarbamazepinaFenitoínaFenobarbitalRifampicina. Pode ocorrer diminuição dos níveis e da eficácia da Abiraterona. Se possível, considerar outros tratamentos que não induzam a CYP3A4. Se usados, monitorar a eficácia da Abiraterona. Considerar aumento de dose.(10)

  Riscos ocupacionais

 . Abiraterona Não é cancerígeno para humanos. É considerado medicamento perigoso pela BCCA HD List, OSHA HD List, NIOSH HD List.(7)

18 setembro 2024

Terapia Antineoplásica Oral na Prática Clínica

 A terapia antineoplásica oral tem se tornado cada vez mais comum no tratamento do câncer, oferecendo diversas vantagens como maior comodidade para o paciente, menor custo e, em alguns casos, maior eficácia. No entanto, essa modalidade de tratamento também apresenta desafios, como a necessidade de maior adesão do paciente e o risco de interações medicamentosas.

Por que um guia sobre terapia antineoplásica oral é importante?

  • Complexidade dos tratamentos: A escolha do medicamento, a dosagem e o esquema de tratamento são individualizados para cada paciente, exigindo conhecimento especializado.
  • Adesão ao tratamento: É fundamental garantir que o paciente siga corretamente o tratamento, o que envolve orientação e acompanhamento adequados.
  • Efeitos colaterais: Os medicamentos antineoplásicos orais podem causar diversos efeitos colaterais, que precisam ser identificados e manejados de forma eficaz.
  • Interações medicamentosas: A possibilidade de interações com outros medicamentos exige um cuidado especial na prescrição e acompanhamento farmacoterapêutico.

Conteúdo típico de um guia:

Mecanismos de ação: Como os medicamentos atuam nas células cancerígenas.

Farmacocinética: Absorção, distribuição, metabolismo e excreção dos medicamentos

Efeitos adversos: Efeitos colaterais mais comuns e graves, e estratégias para seu manejo.

Interações medicamentosas: Interações com outros medicamentos, alimentos e suplementos

Monitoramento: Parâmetros laboratoriais e clínicos para avaliar a resposta ao tratamento e detectar toxicidades.

A importância da orientação farmacêutica

O farmacêutico desempenha um papel fundamental na terapia antineoplásica oral, oferecendo orientação ao paciente sobre o uso correto dos medicamentos, os possíveis efeitos colaterais e as medidas para minimizá-los.

Alguns aspectos importantes da orientação farmacêutica:

  • Informação clara e concisa: Explicar de forma clara o objetivo do tratamento, a posologia, a duração e a importância de seguir as orientações médicas.
  • Identificação de possíveis efeitos colaterais: Informar sobre os efeitos colaterais mais comuns e graves, e orientar o paciente sobre como lidar com eles.
  • Interações medicamentosas: Alertar sobre possíveis interações com outros medicamentos, alimentos e suplementos.
  • Adesão ao tratamento: Desenvolver estratégias para melhorar a adesão, como o uso de calendários de medicação, lembretes e acompanhamento regular.