21 novembro 2017

SG10% na hipoglicemia



Concentração máxima: via periférica: 12,5%; VVC: 25% ou 50% nas emergências.(13)

Vias de administração: EV: direta; infusão EV intermitente; infusão EV contínua.

Diluente, volume final e tempo de infusão: RL, RS, SF 0,9%, SG 5%. Lavar as linhas de infusão e equipos antes e após a infusão do medicamento. Não é necessário usar um filtro em linha.

Emergência: pacientes adultos, administrar 50 mL de SG10% (5 g) via VVP. Repetir até um total de 25 g = 250 mL de SG10%.

Infusão EV intermitente: dose de 10-20 g (20-40 mL) de G50% ou 40-80 mL de G25% em 500 mL e infundir em 30-60 min ou SG10%: 1500 mL/dia.

Infusão SG 10%: 2 mL/kg/h. SG 10%: paciente 70 kg com dose inicial diária de 500-3.000 mL/dia (7-40 mL/kg/dia). A taxa máxima de administração de glicose que pode ser infundida sem causar glicosúria é de 500 mg/kg/h.(11,12,13,14,15)

Riscos extravasamento: alto risco na concentração >12,5% e risco intermediário na concentração de 10% para flebite química ou irritação tissular(6); infusão na VVC na concentração >12,5%(9); irritante (depende da concentração), VESICANTE em concentrações acima de 10-12,5%(10), VESICANTE.(8,9,10)

Cálculo: SG 10% frasco 500 mL = 50 g de glicose = 10 ampolas de glicose 50% 10 mL.


Glicose 10%
Infusão de
Equivalente em ampolas
Gramas de glicose
SG 10% (100 mg/mL)
50 mL
1 amp glicose 50% 10 mL
5 g
SG 10% (100 mg/mL)
100 mL
2 amp glicose 50% 10 mL
10 g
SG 10% (100 mg/mL)
150 mL
3 amp glicose 50% 10 mL
15 g
SG 10% (100 mg/mL)
200 mL
4 amp glicose 50% 10 mL
20 g
SG 10% (100 mg/mL)
250 mL
5 amp glicose 50% 10 mL
25 g
SG 10% (100 mg/mL)
500 mL
10 amp glicose 50% 10 mL
50 g

20 outubro 2017

ANÁLISE DO USO DE NOMES COMERCIAIS NAS PRESCRIÇÕES MÉDICAS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

CAMILE DE OLIVEIRA CAETANO GILBERTO BARCELOS SOUZA; AMANDA CASTRO DOMINGUES DA SILVA; NAYARA FERNANDES PAES; RACHEL NUNES ORNELLAS; LUIZ FILGUEIRA DE MELO NETO; CAMILA VIEIRA SANTOS CORREIA; FERNANDO SÉRGIO DA SILVA FERREIRO; MAURICIO LAURO DE OLIVEIRA JÚNIOR; BRUNA FIGUEIREDO MARTINS;

SERVIÇO DE FARMÁCIA. HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO (HUAP). UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF).

Introdução: A prescrição de medicamentos é uma atividade importante para o processo de cuidados assistenciais aos pacientes e representa ação médica fundamental, entretanto, a grande quantidade de produtos comerciais disponíveis no mercado, os frequentes lançamentos da indústria farmacêutica, e a pressão para a prescrição com o uso de nome comercial, faz com que esta importante etapa do processo de atendimento seja susceptível a erros. Com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 271/2002, em 1 de Janeiro de 2003, que regulamenta a Lei nº. 9787/99; ficou obrigatória a prescrição por denominação comum internacional (DCI) ou nome genérico para os medicamentos contendo substâncias ativas para as quais existam medicamentos genéricos autorizados, nos serviços públicos de saúde de todo o país.

Objetivo: Este trabalho tem como principal objetivo, verificar e quantificar as prescrições com a identificação através de nomes comerciais no Hospital Universitário.

Metodologia: Pesquisa através da análise das prescrições de todas as prescrições recebidas pelo Serviço de Farmácia, exceto do Ambulatório, no período de outubro a novembro de 2016.

Resultados: Foram analisadas 679 receitas médicas. Destas, 76,14% não estavam de acordo com o exigido por lei e continham pelo menos um ou até 4 (quatro) nomes comerciais ao invés do nome genérico para os medicamentos, sendo que 100% das prescrições do Centro Cirúrgico e da Clínica Ortopedia estavam com prescrição utilizando nomes comerciais. Todos os receituários analisados possuíam assinatura do médico, bem como o nome do paciente e posologia. O indicador Carimbo e CRM do prescritor estavam presentes em 100% das receitas. Os 10 (dez) nomes comerciais mais prescritos foram: Atensina®, Berotec®, Capoten®, Clavulin®, Kefazol®, Lasix®, Rivotril®, Rocefin®, Tramal®, Zofran®.

Conclusão: As orientações da Legislação e recomendações fornecidas, tanto na literatura nacional e internacional, não estão sendo cumpridas, que configura uma infração sanitária no próprio Hospital Universitário. Este resultado aponta, portanto uma inconformidade quando analisada de acordo com a legislação especifica. Legislação essa que diz que todos os medicamentos prescritos no âmbito SUS, devem ser identificados com a Denominação Comum Brasileira DCB ou na sua ausência, a Denominação Comum Internacional. A propraganda da indústria farmacêutica é notadamente agressiva na promoção, vendas e o exemplo contundente é a furosemida que foi descoberta na década de 60, precisamente em 1962, e até hoje os profissionais de saúde continuam no âmbito do SUS a falar, pensar e prescrever Lasix® ao invés de furosemida.

Palavras-chave: medicamentos; genéricos; prescrição.
  
14º Congresso de Farmácia e Bioquímica de Minas Gerais – 10 a 12 de Agosto de 2017 – Belo Horizonte – MG - Brasil


16 outubro 2017

Resultados de intervenção farmacêutica como indicadores de qualidade na terapia nutricional de pacientes internados em um hospital universitário

Amanda Castro Domingues da Silva2, Rachel Nunes Ornellas1, Gilberto Barcelos Souza1, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Nayara Fernandes Paes1, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini2, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br


Introdução: A Gestão de Qualidade em Terapia Nutricional (TN) implica em alguns procedimentos, tais como: elaboração e padronização das Boas Práticas e de registros; ações preventivas e corretivas, dentre elas Intervenções Farmacêuticas; acompanhamento de Eventos Adversos; revisão e ajuste dos processos de acordo com os objetivos a serem alcançados, nos Protocolos estabelecidos pela Comissão de Terapia Nutricional1. O Farmacêutico pode intervir na terapia medicamentosa através do acompanhamento das interações medicamentosas potenciais (IMP), ajustes na posologia e sugestão de formas farmacêuticas mais adequadas à indicação terapêutica.2 O uso de Indicadores de Qualidade permite quantificar as intervenções realizadas e aceitas, a fim de aprimorar a assistência prestada e contribuir para o sucesso do tratamento medicamentoso e nutricional.1,3 

Objetivo: Quantificar as intervenções realizadas nas prescrições de pacientes submetidos à TN em um hospital de ensino, bem como sua aceitação pelos médicos. 

Metodologia: Foram acompanhados 86 pacientes, em programas de TN Enteral e Parenteral, no período de Março a Julho de 2017. A pesquisa incluiu pacientes em TN por mais de 72h. As intervenções ocorreram durante os rounds com a Equipe Multiprofissional realizadas semanalmente durante as visitas médicas. Os dados são compilados em planilha Excel® 2017. Projeto CAAE nº 44061615.9.0000.5243. 

Resultados: Foram realizadas 14 Intervenções Farmacêuticas: 6 (43%) foram aceitas; em 13 pacientes, ou seja, em 15% a administração de medicamentos foi realizada por cateter enteral. Os medicamentos observados foram: Acetilcisteína, Ácido valpróico, Anlodipino, Atenolol, Calcitriol, Captopril, Carbamazepina, Carbonato de cálcio, Dexametasona, Dimeticona, Dipirona, Donepezila, Fenitoína, Fluconazol, Gabapentina, Hidralazina, Lactulose, Losartana, Memantina, Metoclopramida, Metronidazol, Omeprazol, Ondansetrona, Prednisona, Quetiapina, RHZE, Sinvastatina, Topiramato e Tramadol. As reações adversas constatadas foram: agitação, bradicardia, diarreia, hipersensibilidade, labilidade pressórica, redução do nível de consciência e trombocitopenia.4 

Conclusão: A manutenção da qualidade é dificultada em hospitais de alta rotatividade de profissionais e volume de pacientes. Para um mínimo padrão de atendimento na TN, faz-se necessário, a presença permanente da Equipe Multidisciplinar, assim como a atuação do farmacêutico clínico, principalmente nas interações Fármacos-nutrientes.

Palavras chaves: Terapia nutricional, Intervenção farmacêutica, Indicadores de qualidades.

Referências:
1.ASPEN Board of Directors and the Clinical Guidelines. 2016.
2.BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria n° 484 de 15 de junho de 1998. Dispõe sobre Regulamentação Técnica para a Terapia de Nutrição Enteral. Diário Oficial da União, seção 1, p. 2, Brasília, 15 Jun.1998.
3.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria 272, de 8 de abril de 1998. Regulamento Técnico para Terapia de Nutrição Parenteral.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.



20 setembro 2017

Livro Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0 cm.

18 agosto 2017

Infusão em mL/hora para DOBUTamina 500 mcg/mL.


Descrição: cada ampola de 20 mL contém 250 mg de cloridrato de DOBUTamina. Cada 1 mL da solução contém 12,5 mg de DOBUTamina. Excipientes: bissulfito de sódio, água para injeção. Injeção com pH 2,5-5,5. Soluções podem apresentar uma cor rósea, o que indica leve oxidação da droga, mas sem perda da potência. Estocar em temperatura ambiente, não congelar e proteger da luz. 

Infusão em mL/hora para DOBUTamina 500 mcg/mL.


Peso Paciente
30 kg
40 kg
50 kg
60 kg
70 kg
80 kg
90 kg
100 kg
Dose
mcg/kg/min
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
0,5
1,8
2,4
3
3,6
4,2
4,8
5,4
6
1
3,6
4,8
6
7,2
8,4
9,6
10,8
12
2,5
9
12
15
18
21
24
27
30
5
18
24
30
36
42
48
54
60
7,5
27
36
45
54
63
72
81
90
10
36
48
60
72
84
96
108
120
12,5
45
60
75
90
105
120
135
150
15
54
72
90
108
126
144
162
180
17,5
63
84
105
126
147
168
189
210
20
72
96
120
144
168
192
216
240

Fonte: Souza GB. Manual de Drogas Injetáveis, 4ª Edição. Editora Medfarma. São Paulo: 2017.

25 junho 2017

Livro: Formulário Farmacêutico Magistral, 2ª ed. 2017

Editora Medfarma - ISBN 978-85-89248-17-4
1.194 págs - Capa dura - Preço: R$ 234,00

Formulário Farmacêutico Magistral 2017 apresenta em 1194 páginas 1084 fármacos em mais de 1.300 fórmulas de medicamentos manipulados, suas respectivas estabilidades, modos de preparo a partir de matérias-primas, cápsulas, comprimidos, ampolas, soluções para nebulização, sprays nasais, ou de outras formas farmacêuticas existentes.A obra é ricamente referenciada e embasada na literatura farmacêutica internacional atual, de leitura fácil e objetiva, e assim, de grande utilidade aos estudantes de farmácia e aos profissionais da manipulação magistral no ambiente hospitalar e nas farmácias de manipulação. 
  1. Introdução
  2. Manipulação Magistral
  3. Medicamentos em Dermatologia
  4. Preparações Tópicas Semisólidas
  5. Medicamentos em Oftalmologia
  6. Glossário Dermatológico
  7. Glossário Farmacêutico
  8. Tabela de pH
  9. Fórmulas Farmacêuticas

30 abril 2017

Ready-to-Use Propofol Syringes: Pharmacoeconomic Modelisation of their Potential to Reduce Primary Bacteraemia in Critically Ill Patients

Jean-Christophe Devaud 1, 2, Philippe P. Eggimann 3,  Pierre Voirol 1, 2, Philippe Jolliet 3, Christophe Pinget 4, Jean-Blaise Wasserfallen 4, André Pannatier 2

(1) Pharmacy, CHUV, Lausanne, (2) School of Pharmaceutical  Sciences, University of Geneva and University of Lausanne, Geneva, (3) Service of Adult Intensive Care Medicine & Burns, (4) Health Technology Assessment Unit, CHUV, Lausanne, Switzerland

Background & Objectives: Propofol infusions, commonly used for continuous sedation in intensive care units (ICU), are formulated in lipid emulsion which contributes to microbial growth. They may be responsible for nosocomial primary bloodstream infections (BSI). Bedside-made syringes of propofol are much less expensive than ready-to-use syringes provided by the manufacturers, and are currently widely used in intensive care units. We aimed to identify the probabilities and potential costs of contaminated syringes of propofol in critically ill patients according to specific modes of preparation and administration.

Methods: Rate of propofol-related BSI according to different strategies of administration was computed according to data from the literature. The additional length of ICU stay due to BSI, related to different strategies of propofol administration was estimated using the disability model. The cost of each strategy was estimated using microcosting methods.

Results: We determined that the risk of developing a genotyped-proven BSI from a contaminated propofol preparation was 22.6% (95% CI [-29.16; 74.36]). We found that ready-to-use syringes and syringes drawn from vials have an infection probability of 0.0014 [95% IC: 0.0009 – 0.0038] and 0.0118 [95% IC: 0.0056 – 0.0181], respectively. The additional length of ICU stay was estimated to be between 5.3 and 11.4 days. According to the cost-analysis, ready-to-use syringes of propofol saved money by decreasing the cost per sedation sequence administration by at least $ 283 per patient. Sensitivity-analysis showed that ready-to-use syringes remained a cost saving strategy.

Discussion: Our analysis suggests that compared to a bedside-madesolution to administer propofol, ready-to-use syringes of propofol saves money despite a higher a priori cost by preventing major propofol administration-related infections.

References
1. Muller A et Al. (2010) Outbreak of severe sepsis due to contaminated propofol: lessons to learn. Journal of Hospital Infection 76 (3):225-230,
2. Bennett SN et Al. (1995) Postoperative infections traced to contamination of an intravenous anesthetic, propofol. New England journal of medicine 333 (3):147-154.

Poster in: 2ème congrès suisse des pharmaciens. Pour un usage responsable des médicaments – les pharmaciens s’engagent. 3 et 4 novembre 2014