27 janeiro 2020

Novo coronavírus (2019-nCoV)


Introdução

Diante da emergência por doença respiratória, causada por agente novo coronavírus (2019-nCoV), conforme casos detectados na cidade de Wuhan, na China e considerando-se as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), as equipes de vigilância dos estados e municípios, bem como quaisquer serviços de saúde, devem ficar alerta aos casos de pessoas com sintomatologia respiratória e que apresentam histórico de viagens para areas de transmissão local nos últimos 14 dias. Mais informações a respeito podem ser obtidas no link na Organização Mundial da Saúde (https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019).

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas clínicos referidos são principalmente respiratórios. Por exemplo: febre, tosse e dificuldade para respirar.

Definição de transmissão local

Definimos com transmissão local, a confirmação laboratorial de transmissão do 2019-nCoV entre pessoas com vínculo epidemiológico comprovado. Geralmente para os coronavirus (SARS e MERS) essa transmissão ocorre entre os contatos próximos e profissionais de saúde.

Notificação

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS) pelo telefone (0800 644 6645) ou e-mail (notifica@saude.gov. br). As informações devem ser inseridas na ficha de notificação (http://bit.ly/2019-ncov) e a CID10 que deverá ser utilizada é a: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada.

Procedimentos para diagnóstico laboratorial

A. Coleta
Usar equipamento de proteção individual (EPI) adequado, que inclui luvas descartáveis, avental e proteção para os olhos ao manusear amostras potencialmente infecciosas bem como uso de máscara N95 durante procedimento de coleta de materiais respiratórios com potencial de aerossolização (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro).

A realização de coleta de amostra, está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito.
Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).
 
É necessária a coleta de 2 amostras na suspeita de 2019-nCoV. As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o LACEN. O LACEN deverá entrar em contato com a CGLAB para solicitação do transporte. Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

B. Transporte
O Ministério da Saúde - MS, disponibiliza o transporte das amostras via Voetur, que em casos de emergência trabalha em esquema de plantão, inclusive nos finais de semana. O Lacem deverá realizar a solicitação do transporte, mediante requerimento padrão, que deve ser enviado ao e-mail: transportes.cglab@saude.gov.br  e clinica.cglab@saude.gov.br.

As amostras devem ser mantidas refrigeradas (4-8°C) e devem ser processadas dentro de 24 a 72 horas da coleta. Na impossibilidade de envio dentro desse período, recomenda-se congelar as amostras a -70°C até o envio, assegurando que mantenham a temperatura.  A embalagem para o transporte de amostras de casos suspeitos com infecção por 2019-nCoV devem seguir os regulamentos de remessa para Substância Biológica UN 3373, Categoria B.

C. Priorização
Os testes para o 2019-nCoV devem ser considerados apenas para pacientes que atendam à definição de caso suspeito, uma vez descartada a infecção por Influenza.
Avaliação dos contactantes

Deverá ser realizada a busca ativa de contatos próximos (familiares, colegas de trabalho, entre outros, conforme investigação) devendo ser orientados, sob a possibilidade de manifestação de sintomas e da necessidade de permanecer em afastamento temporário em domicílio, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos e pessoais, até que seja descartada a suspeita. Orientar que indivíduos próximos que manifestarem sintomas procurem imediatamente o serviço de saúde.


Atendimento do caso suspeito Para pessoas que preencham a definição de caso suspeito

ISOLAMENTO 
1. Paciente  deve utilizar mascára cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em  quarto privativo. 
2. Profissionais devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

AVALIAÇÃO
1. Reaizar coleta de amostras respiratórias. 
2. Prestar primeiros cuidados de assistência.

ENCAMINHAMENTO 
1. Os casos graves devem ser encaminhados a um  Hospital de Referência para Isolamento e tratamento. 
2. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas  medidas de precaução domiciliar.

No atendimento deve-se levar em consideração os demais diagnósticos diferenciais pertinentes e o adequado manejo clínico. 

Em caso de suspeita para Influenza não retardar o início do tratamento com Oseltamivir, conforme protocolo de tratamento de Influenza:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2017.pdf.

19 outubro 2019

Livro - ANTICORPOS MONOCLONAIS NA PRÁTICA CLÍNICA - PROTOCOLOS EM ONCOLOGIA 1ª ED. 2019


Autores
Gilberto Barcelos Souza & Marcela Miranda Salles
ISBN 978-85-7576-243-1
406 páginas
Capa dura
HP Comunicação Associados
Livro com  a descrição de 63 anticorpos monoclonais, sendo 29 anticorpos monoclonais de uso em oncologia e ainda 94 protocolos resumidos em monoterapia e/ou terapia combinada, com os seguintes capítulos: Sumário, Nota, Abreviaturas, Normatização de etiquetas para medicamentos oncológicos, Farmacovigilância na prática clínica hospitalar, Manipulação de Anticorpos Monoclonais Oncológicos, Monografias dos Medicamentos

Neste sentido, o livro aborda as seguintes informações: nome genérico do produto, nomes comerciais, sinonímia e outras denominações, forma farmacêutica, categoria terapêutica, farmacocinética, posologia, reações adversas, regimes especiais de posologia, precauções, interações medicamentosas, protocolo para extravasamento, biossegurança ocupacional, PGRSS, estabilidade da solução reconstituída no frasco de vidro, concentração após reconstituição no frasco de vidro, vias e formas de administração, diluentes, volume final e tempo de infusão, compatibilidade com as soluções e com os equipamentos, incompatibilidade com as soluções e com os equipamentos, estabilidade em seringa plástica, estabilidade em bolsa plástica de PVC, poliolefina, PEBD e de EVA

Anticorpos Monoclonais do Livro:  ABCIXIMABE, ADALIMUMABE, AFLIBERCEPTE, ALENTUZUMABE, ALIROCUMABE, ATEZOLIZUMABE, AVELUMABE. BASILIXIMABE, BELIMUMABE, BENRALIZUMABE, BEVACIZUMABE, BEZLOTOXUMABE, BLINATUMOMABE, BRENTUXIMABE VEDOTINA, BRODALUMABE. CANAKIMUMABE, CERTOLIZUMABE, CETUXIMABE, DARATUMUMABE, DENOSUMABE, DINUTUXIMABE, DUPILUMABE, DURVALUMABE. ECULIZUMABE, ELOTUZUMABE, EMICIZUMABE, ERENUMABE, EVOLOCUMABE. GENTUZUMABE OZOGAMICINA, GOLIMUMABE, GUSELCUMABE. IBRITUMOMABE TIUXETANO, IDARUCIZUMABE, INFLIXIMABE, INOTUZUMABE OZOGAMICINA, IPILIMUMABE, IXECIZUMABE. MEPOLIZUMABE. NATALIZUMABE, NECITUMUMABE, NIMOTUZUMABE, NIVOLUMABE. OBINUTUZUMABE, OCRELIZUMABE, OFATUMUMABE, OLARATUMABE, OMALIZUMABE. PALIVIZUMABE, PANITUMUMABE, PEMBROLIZUMABE, PERTUZUMABE. RAMUCIRUMABE, RANIBIZUMABE, RESLIZUMABE, RITUXIMABE. SARILUMABE, SECUQUINUMABE, SILTUXIMABE. TOCILIZUMABE, TRASTUZUMABE, TRASTUZUMABE ENTANSINA. USTECINUMABE. VEDOLIZUMABE.


15 julho 2019

EXPECTATIVAS DE PACIENTES ONCOLÓGICOS Y PROFESIONALES SOBRE UNA APLICACIÓN MÓVIL PARA LA ACTIVACIÓN Y REGISTRO DE RESULTADOS REPORTADOS POR PACIENTES

MOYA GIL A, MARCOS RODRÍGUEZ JA, ALVARADO FERNÁNDEZ MD, ROYO PEIRÓ À, MAESTU MAIQUES I, LLOPIS SALVIA P, CLIMENTE MARTÍ M

HOSPITAL UNIVERSITARIO DR. PESET. GASPAR AGUILAR Nº90. VALENCIA

OBJETIVOS
Definir y priorizar las utilidades y funcionalidades de una aplicación móvil para la activación y registro de resultados reportados por los pacientes (PRO) por parte de profesionales sanitarios y pacientes oncohematológicos.

MATERIALES Y MÉTODOS
Estudio transversal observacional de dos semanas de duración en dos hospitales terciarios. Se creó un grupo de trabajo formado por 11 miembros (8 farmacéuticos y 3 oncólogos) para definir utilidades y funcionalidades de una aplicación móvil. Se elaboró un cuestionario con 27 preguntas tipo likert multirespuesta (sin utilidad, poco útil, útil, muy útil e imprescindible). Otras variables: edad, sexo, servicio clínico, profesión. Se incluyeron pacientes onco-hematológicos ambulatorios (A) y personal facultativo y de enfermería adscrito a Oncología, Hematología y Farmacia (B). La participación fue anónima y voluntaria. Los resultados se categorizaron en 3 niveles 1-sin utilidad/poco útil, 2-útil y 3-muy útil/imprescindible. Se estableció el criterio de priorización según el nivel 3, seleccionando las que superaban el 50% en ambos grupos A y B. Análisis estadístico: por Chi-Cuadrado en SPSS 19.0.

RESULTADOS Y CONCLUSIONES
Se definieron 5 utilidades y 27 funcionalidades relacionadas con: información sobre la enfermedad (n=3) y tratamiento (n=7), PRO (adherencia y toxicidad; n=6), agenda (n=4) y comunicación paciente-profesional(n=7). Se incluyeron 118 pacientes (61 y 57 en cada centro) y 57 profesionales (31 y 26, respectivamente). Pacientes: El 70% de edad entre 35-65 años, el 23% mayores de 65 años y 52% mujeres. El 72% disponían de smartphone y el 83% eran atendidos por Oncología. Profesionales: El 47% de edad menor de 35 años y el 33% entre 35-50 años, 67% mujeres. El 95% disponían de smartphone. El 49% eran médicos (71% oncólogos), 26% personal de enfermería y 25% farmacéuticos. Todas las utilidades fueron valoradas con nivel 3 superior al 50% por profesionales y pacientes sin mostrarse diferencias estadísticamente significativas, a excepción de la utilidad comunicación, que fue peor valorada por los profesionales (p=0,000). Por orden de prioridad las utilidades seleccionadas por pacientes fueron: agenda (68%,4/4), comunicación (64%,6/7), información sobre tratamiento (58%,6/7) y enfermedad (57%,2/3), y PRO (56%, 4/6). El orden de prioridad para profesionales fue similar, a excepción de la comunicación que ocupó el último lugar (64%,3/4; 62%,5/7; 56%,3/3; 52%,4/6 y 33%;1/7). Respecto al registro de PRO, la valoración de pacientes y profesionales fue: registro de adherencia (A)48%; (B)59%), notificación de toxicidades (A)52%; B) 53%), insertar fotografías junto con la notificación de toxicidades (A)40%; (B)42%), notificar toxicidad en tiempo real (A)74%;(B)49%), integrar los registros en historia clínica (A)52%; (B)53%) y generar un informe para el paciente de toxicidad por ciclo (A)69%; (B)54%). Se seleccionaron el 48% (13/27) de las funcionalidades definidas, dos relacionadas con PRO: notificar toxicidades y generar un informe del registro para el paciente.

CONCLUSIONES
Se definen 5 utilidades a desplegar en una aplicación móvil para la activación del paciente oncológico y registro de PRO relacionados con adherencia y toxicidad del tratamiento. La agenda fue la utilidad priorizada por pacientes y profesionales, PRO se priorizó en quinto y cuarto lugar, respectivamente. Las funcionalidades seleccionadas más destacadas fueron: registro de toxicidad en tiempo real, recomendaciones del tratamiento y planilla horaria.

REFERÊNCIA: Poster in 63º Congreso Nacional de la Sociedad Española de Farmacia Hospitalaria. Spaña. Palma. 2018.

17 maio 2019

Livro Medicamentos Oncológicos na Prática Clínica 2ª edição 2019


MEDICAMENTOS ONCOLÓGICOS NA PRÁTICA CLÍNICA 2ª ED. 2019

Gilberto Barcelos Souza

Editora Farmacêutica
2ª Edição 2019
ISBN 978-85-89248-21-1
1.023 páginas
Capa dura
Preço: R$ 239,00

Sumário
  • Agradecimentos
  • Nota
  • Prefácio
  • Apresentação
  • Introdução
  • Lista de abreviaturas e siglas
  • Conceitos básicos em oncologia
  • Cálculos farmacêuticos
  • Manipulação de medicamentos oncológicos
  • Extravasamento de medicamentos
  • Normatização de etiquetas para 
  • medicamentos oncológicos
  • Farmacovigilância na prática clínica hospitalar
  • Medicamentos Oncológicos: Monografias
  • Anexos
  • Índice geral dos medicamentos

ABIRATERONA
ACICLOVIR      
ÁCIDO ZOLEDRÔNICO     
ACITRETINA      
ACLARRUBICINA      
AFATINIBE       
AFLIBERCEPT     
ALENTUZUMABE      
ALFAINTERFERONA  A RECOMBINANTE  
ALFAINTERFERONA  B RECOMBINANTE    
ALTRETAMINA      
AMIFOSTINA     
AMINOGLUTETIMIDA     
AMSACRINA      
ANAGRELIDA       
ANASTROZOL       
APREPITANTO      
ASPARAGINASE       
ATEZOLIZUMABE      
AVELUMABE     
AXITINIBE       
AZACITIDINA     
BCG     
BENDAMUSTINA      
BEVACIZUMABE       
BEXAROTENO      
BICALUTAMIDA       
BLEOMICINA     
BLINATUMOMABE     
BORTEZOMIBE       
BOSUTINIBE      
BRENTUXIMABE      
BROMOCRIPTINA      
BUSSERRELINA       
BUSSULFANO       
CABAZITAXEL       
CABERGOLINA       
CAPECITABINA       
CARBOPLATINA       
CARFILZOMIBE       
CARMUSTINA      
CETUXIMABE       
CICLOFOSFAMIDA      
CICLOSPORINA       
CIPROTERONA       
CISPLATINA      
CITARABINA      
CITARABINA LIPOSSOMAL      
CLADRIBINA      
CLODRONATO      
CLOFARABINA      
CLORAMBUCILA       
CRIZOTINIBE     
DABRAFENIBE      
DACARBAZINA       
DACTINOMICINA      
DARATUMUMABE      
DASATINIBE      
DAUNORRUBICINA      
DEGARELIX      
DENOSUMABE       
DEXAMETASONA      
DEXRAZOXANO       
DICLORETO DE RÁDIO-        
DIETILESTILBESTROL      
DINUTUXIMABE       
DOCETAXEL      
DOXORRUBICINA      
DOXORRUBICINA LIPOSSOMAL    
DOXORRUBICINA LIPOSSOMAL PEGUILADO     
DURVALUMABE       
ELOTUZUMABE       
ENZALUTAMIDA       
EPIRRUBICINA      
ERITROPOETINA      
ERLOTINIBE      
ESTRAMUSTINA       
ESTREPTOZOCINA      
ETOPOSIDO      
EVEROLIMO      
EXEMESTANO      
FILGRASTIM      
FLUDARABINA       
FLUORURACILA       
FLUTAMIDA      
FOLINATO DE CÁLCIO     
FULVESTRANTO       
GANCICLOVIR      
GEFITINIBE      
GENCITABINA      
GENTUZUMABE OZOGAMICINA    
GOSSERRELINA       
HIDROXIUREIA       
IBRITUMOMABE      
IBRUTINIBE      
IDARRUBICINA       
IFOSFAMIDA     
IMATINIBE       
IMUNOGLOBULINA ANTITIMÓCITO 
IMUNOGLOBULINA HUMANA ENDOVENOSA   
INTERLEUCINA       
IPILIMUMABE      
IRINOTECANO      
IXABEPILONA       
LAPATINIBE      
LENALIDOMIDA       
LETROZOL       
LEUPRORRELINA      
LOMUSTINA      
MECLORETAMINA      
MEGESTROL      
MELFALANO     
MERCAPTOPURINA      
MESNA       
METOTREXATO       
MIDOSTAURINA       
MITOMICINA       
MITOTANO      
MITOXANTRONA      
MORFINA       
NAB-PACLITAXEL      
NELARABINA     
NILOTINIBE      
NILUTAMIDA     
NIVOLUMABE      
OCTREOTIDA     
OFATUMUMABE      
OLARATUMABE       
ONDANSETRONA      
OXALIPLATINA      
PACLITAXEL      
PALBOCICLIBE      
PAMIDRONATO       
PANITUMUMABE      
PAZOPANIBE     
PEGASPARGASE       
PEGFILGRASTIM       
PEMBROLIZUMABE      
PEMETREXEDE       
PERTUZUMABE       
PLERIXAFOR      
POMALIDOMIDA      
PONATINIBE      
PROCARBAZINA       
QUINAGOLIDA       
RALTITREXEDE       
RASBURICASE      
REGORAFENIBE       
RITUXIMABE     
ROMIDEPSINA       
RUXOLITINIBE      
SARGRAMOSTIM      
SORAFENIBE     
SUNITINIBE      
TALIDOMIDA     
TAMOXIFENO       
TEMOZOLOMIDA      
TEMSIROLIMO       
TENIPOSIDO      
TIOGUANINA       
TIOTEPA      
TOPOTECANO      
TRAMADOL      
TRAMETINIBE      
TRASTUZUMABE      
TRASTUZUMABE ENTANSINA     
TREOSSULFANO       
TRETINOÍNA      
TRIÓXIDO DE ARSÊNIO    
VANDETANIBE      
VEMURAFENIBE       
VIMBLASTINA      
VINCRISTINA     
VINCRISTINA LIPOSSOMAL     
VINDESINA      
VINFLUNINA     
VINORELBINA        
VISMODEGIBE        
VORINOSTATE

16 abril 2019

PREVENCIÓN Y MANEJO DE LAS EXTRAVASACIONES DE FÁRMACOS NO CITOTÓXICOS

SANMARTIN SUÑER M, SAGRERA FELIP C, MUSCHETTA X S, BRAVO RANCHAL E, LÓPEZ VIVANCOS J, GONZALEZ ENGOBRA R, TOMÀS PUIG R, VAL PRAT L

HOSPITAL GENERAL DE CATALUNYA. JOSEP TRUETA S/N. BARCELONA

OBJETIVOS Definir y establecer un protocolo de prevención y actuación en caso de extravasación de fármacos no citotóxicos. Este procedimiento aplica a todos los pacientes del hospital (adultos y pediátricos), en régimen de ingreso o ambulatorio a los que se les administra fármacos NO citotóxicos que puedan producir daño tisular en caso de extravasación.

DISEÑO 1.- Revisión bibliográfica. 2.- Identificación de los fármacos NO citotóxicos de riesgo que producen daño tisular en caso de extravasación incluidos en la guía del hospital. 3.- Definición de los mecanismos de daño tisular: a) compresión mecánica, b) hiperosmolaridad, c) vasoconstricción, d) pH no fisiológico. 4.- Definición de los factores de riesgo: a) paciente, b) lugar de inserción, c) elección catéter y técnica, d) dilución del fármaco. 5.- Clasificación de los fármacos de riesgo en tres categorías según el daño tisular producido en caso de extravasación (definición código de colores). 6.- Establecer medidas preventivas a la hora de administrar dichos fármacos: a) catéter, b) vasos a puncionar, c) vigilancia (sensaciones del paciente, observación, palpación y comparación con extremidad contraria). 7.- Definición de signos y síntomas de alerta ante la extravasación. 8.- Establecer medidas generales de actuación y medidas específicas cuando sea oportuno (definición de dosis y modo de administración de los antídotos).

CIRCUITO Y ETAPAS 1.- Evidencia de falta de conocimientos ante la identificación y el manejo de extravasaciones de fármacos no citotóxicos. 2.- Creación de un grupo de trabajo multidisciplinar dentro de la Comisión de Farmacia y Terapéutica (CFT) (personal de enfermería, médico, seguridad del paciente y farmacia). 3.- Diseño y elaboración del protocolo. 4.- Definición de las medidas de prevención y actuación en caso de extravasación. 5.- Definición contenido kit extravasación y hoja de registro. 6.- Definición de material divulgativo: elaboración póster resumen con los fármacos de riesgo clasificados por códigos de colores, medidas de prevención y actuación (generales y específicas). 7.- Difusión del protocolo: sesión general, intranet y material divulgativo.

IMPLANTACIÓN 1.- Prevención: a) estandarización de perfusiones de fármacos de riesgo unificándolas en todo el hospital, b) protocolización perfusión drogas vasoactivas en UCI (concentraciones máximas por vía periférica), c) uso seguro de potasio, d) estandarización perfusión calcio intravenoso. 2.- Manejo extravasación: a) difusión del protocolo, b) distribución kits de extravasación, hoja de registro y material divulgativo. 3.- Concienciar al personal de la importancia de la prevención y de una rápida actuación en caso de extravación. 4.- Incentivar la notificación en el portal de seguridad.

RESULTADOS Y LIMITACIONES Utilitzación en un 90% de las perfusiones estandarizadas repercutiendo activamente en la prevención de eventos. Desde la creación del grupo de trabajo (10 meses) se han notificado 6 casos de extravasaciones, actuado en todas en menos de 12h, siguiendo siempre el protocolo; comparado con un único caso notificado previamente que evidencia la falta de conocimiento del tema. Limitaciones: dificultad para consensuar medidas específicas de actuación: bibliografia de fármacos NO citotóxicos muy dispersa, pocas revisiones sistemáticas y éstas basadas en casos clínicos publicados.

APLICABILIDAD A OTROS SERVICIOS DE FARMACIA La implantación de este procedimiento puede ser de fácil aplicabilidad en cualquier hospital: material divulgativo muy visual, fácil identificación de los fármacos de riesgo y acceso rápido a la información para realizar una actuación inmediata.

POSTER IN: 63 ed Congreso Nacional de la Sociedad Española de Farmacia Hospitalaria (SEFH) - Palma - 8 al 10 de Noviembre de 2018.

29 março 2019

Dicas MOC – Suspensão da dexametasona no paclitaxel


É possível diminuir ou suspender o uso de esteroide, caso o paciente reclame de efeitos adversos, como, insônia, alteração do diabetes, acne entre outros?
Neste MOC-Dicas, Dr. Antonio Carlos Buzaid explica que diversos estudos mostram claramente que a suspensão de dexametasona pode ser realizada com segurança caso o paciente não apresente reações de hipersensibilidade após as primeiras duas doses no paclitaxel semanal.
Assista ao vídeo e veja como o Dr. Buzaid realiza esse procedimento no dia a dia.

28 fevereiro 2019

Implementação de medidas para controle de delirium em uma unidade de terapia intensiva neurológica

Déborah Schimidt1, Samantha Longhi Simões de Almeida1, João P. N. Medeiros1, Ana Lucia Vitti Ronchini1, Bruno Franco Mazza1

1Hospital Samaritano - São Paulo (SP), Brasil

Objetivo: O delirium é uma complicação comum nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sua incidência na literatura varia de 45-87% dependendo da população estudada. Apesar de sua elevada incidência e relevante impacto nos desfechos de pacientes criticamente enfermos, o delirium continua sendo sub-diagnosticado. Existem poucos dados na literatura associados à sua incidência em unidades especializadas em cuidados neurocríticos. O objetivo deste estudo foi analisar o impacto da implementação do protocolo assistencial multidisciplinar de prevenção e tratamento de delirium na redução da incidência do delirium, tempo de internação e mortalidade nos pacientes internados na unidade intensiva neurológica do hospital.

Métodos: Foi realizado um estudo de pré- e pós intervenção, no qual foi implementado de forma  sistêmica e gerenciada o protocolo assistencial multidisciplinar de prevenção e tratamento de delirium que incluiu: treinamento e validação da equipe de Enfermagem sobre aplicação e preenchimento da escala de CAM-ICU; treinamento da equipe de enfermeiros sobre as medidas de prevenção (farmacológico e não farmacológico), avaliação sistemática das indicações de contenção mecânica, com trabalho de conscientização da equipe sobre essa prática. Foram analisados a incidência de delirium, o tempo de internação e mortalidade nesse grupo de pacientes.

Resultados: Foram analisados 756 pacientes no período de jan à dez de 2017. Após a implementação do protocolo gerenciado uma redução na incidência de delirium (18,3%x10,5%), com redução de risco (RR: 0,5), do tempo de internação na UTI e hospitalar (2 e 8 dias) e da mortalidade e de 40% na contenção mecânica.

Conclusão: A implementação de ações preventivas com estratégias inter e multidisciplinares foi efetiva na redução da incidência de delirium.

E-poster in: XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva. São Paulo. SP. 2018.

28 dezembro 2018

Odontologia na unidade de terapia intensiva: síndrome de Steve Johnson. Relato de caso

Claudiane Santana Rezende1, Sebastião Gilberto Borges1, Camila de Freitas Martins Soares Silveira2, Ismael Lucas Pinto3

1Hospital Santa Genoveva Uberlândia - Uberlândia (MG), Brasil; 2Associação Brasileira de Odontologia (ABO) -Goiânia (GO), Brasil; 3Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - Brasília (DF), Brasil

A síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) é uma variante do eritema multiforme pela conformação e distribuição das lesões cutâneas e maior gravidade do envolvimento mucoso. É caracterizada pela ação de anticorpos IgG ou IgM específicos para drogas. Possui papel relevante na área odontológica, pelas manifestações desta doença na mucosa bucal. O objetivo deste trabalho é apresentar um relato de caso de um paciente internado em UTI sob precaução de contato reverso, portador da SSJ, sexo feminino, 27 anos, gestante de 29 semanas em tratamento para Toxoplasmose Congênita que após o uso de Sulfadiazina/Pirimetamina/Ácido Folínico/Dipirona evolui com quadro de febre e lesões vésicobolhosas em todo o corpo e mucosas, incluindo a mucosa bucal. Foi solicitado parecer odontológico e realizado a laserterapia terapêutica nas extensas lesões intra-orais, que colaborou para minimizar os efeitos citotóxicos das lesões, melhora na odinofagia e consequentemente no suporte nutricional, uma vez que a paciente não conseguia sequer deglutir saliva. Foram realizadas 17 sessões diárias de laser de Diodo, aparelho Therapy EC da DMC (fluência de luz Vermelha e Infravermelha) simultaneamente, com os objetivos de alívio da dor e reparação tecidual. O conhecimento dessa síndrome, pelo cirurgião-dentista, bem como o uso da laserterapia, é de fundamental importância,
uma vez que, o estabelecimento do diagnóstico precoce pode minimizar as sequelas e até mesmo evitar necrose em mucosa bucal. A paciente respondeu bem ao tratamento multidisciplinar e foi submetida a cesariana eletiva com 39 semanas, onde não foi observada repercussão clínica no bebê.

E-poster in: XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva. São Paulo. SP. 2018.

21 novembro 2018

Sulfato ferroso: informações técnicas - ferro elementar



MEDICAMENTO
FABRICANTE
APRESENTAÇÃO
FERRO ELEMENTAR
Hematofer
Comprimido
Prati Donaduzzi
Sulfato ferroso
109 mg
40 mg de Ferro III
Fersil®
Frasco 30 mL
Hipolabor
Sulfato ferroso heptaidratado
125 mg/mL
1 mL = 38 gotas =
25 mg de Ferro III
Fer-in-sol®
Frasco 30 mL
BMS
Sulfato ferroso heptaidratado
125 mg/mL
1 mL = 38 gotas =
25 mg de Ferro III
Masferol®
Comprimido
Natulab
Sulfato ferroso heptaidratado
199,13 mg
40 mg de Ferro III
Neutrofer®
Comprimido
EMS Sigma
Glicinato férrico
300 mg
60 mg de Ferro III
Noripurum IM®
Ampola 2 mL
Takeda
Ferripolimaltose
100 mg/2 mL
50 mg de Ferro III
Noripurum IV®
Ampola 5 mL
Takeda
Sacarato de hidróxido férrico
100 mg/5 mL
20 mg de Ferro III
Sulfato ferroso®
Comprimido
FURP
Sulfato ferroso anidro
127,72 mg
40 mg de Ferro III
Vitafer®
Comprimido
EMS
Sulfato ferroso
109 mg
40 mg de Ferro III

  Ref            Referências: Bulas dos produtos comerciais.

31 outubro 2018

A Importância da Atuação Permanente do Farmacêutico Clínico na Equipe Multidisciplinar no Setor de Hematologia de um Hospital Universitário.


Bruna Figueiredo Martins¹, Fabíola Giordani2, Fábio Moore Nucci3, Gilberto Barcelos Souza1, Nayara Fernandes Paes1, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Camila Theodoro das Neves1, Marcela Miranda Salles1.  

Serviço de Farmácia. Hospital Universitário Antônio Pedro. Niterói (RJ), Brasil. 2 Fabíola Giordani. Instituto de Saúde da Comunidade. Universidade Federal Fluminense. Niterói (RJ). Brasil. 3 Médico. Serviço de Hematologia. Hospital Universitário Antônio Pedro. Niterói (RJ), Brasil. Endereço para correspondência: Gilberto Barcelos Souza. Rua Marquês do Paraná, 303. Centro. Niterói (RJ), Brasil. CEP 24033-900. E-mail: gilberto.barcelos.souza@gmail.com.



Introdução: A Farmácia Hospitalar no Brasil está passando por um processo de modernização, tanto na gestão, administração, quanto no gerenciamento de riscos e resultados clínicos oriundos da atuação clínica do farmacêutico. Pacientes oncológicos necessitam de acompanhamento e monitoramento intenso, devido ao tratamento complexo e envolve grande número de medicamentos. Objetivo: Avaliar a percepção da equipe multidisciplinar quanto à importância da atuação permanente do farmacêutico clínico na equipe no setor de hematologia de um hospital universitário e elaborar e validar questionário de avaliação. Método: O estudo foi realizado em março de 2018 em um Hospital de Ensino, e foi aprovado pelo CAAE 79888317.0.0000.5243 e os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), onde os profissionais que compõem a equipe do setor de hematologia foram convidados a preencher um questionário referente à importância da atuação permanente do farmacêutico clínico. Participaram do estudo: médicos, residentes, internos, nutricionistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, de ambos os sexos. Resultados: 16 pessoas (53,3%) consideraram o farmacêutico indispensável e 12 pessoas (40%), muito importante e nenhum participante da pesquisa considerou o farmacêutico como um profissional dispensável para a equipe, sendo que 43,3% dos participantes que responderam ao questionário eram internos de Medicina; 100% dos internos de Medicina consideraram a integração do Farmacêutico na equipe como excelente. Conclusão: A equipe mostrou-se muito satisfeita com os cuidados farmacêuticos prestados, tendo sendo sugerido continuidade dos trabalhos, o que confirma os relatos nacionais e internacionais das atividades essenciais do farmacêutico-clínico na Hematologia. Palavras-chave: Farmácia clínica; Equipe multidisciplinar; Hematologia.

Poster in: VI CONGRESSO DE FARMÁCIA HOSPITALAR EM ONCOLOGIA DO INCA. 2018.




15 setembro 2018

Análise da Cultura de Segurança em um Serviço de Oncologia após a Implantação do Programa de Segurança do Paciente

Rodrigo Della Torres1; Karla Garcia Soares2; Marise Reis de Freitas1

1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Natal (RN), Brasil.
2 Universidade Santa Amélia (Secal). Ponta Grossa (PR), Brasil.
Endereço para correspondência: Rodrigo Della Torres. Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 4400, Cidade Industrial. Ponta Grossa (PR), Brasil. CEP 81280-350. E-mail: rodrigodtorres@bol.com.br.

Introdução: Nos últimos 20 anos têm-se observado uma forte mobilização em relação aos programas de qualidade e segurança do paciente pelas organizações de saúde. Esse processo foi se aprimorado ao longo do tempo e incorporando iniciativas indispensáveis para garantir a eficácia, eficiência, efetividade e a segurança assistencial. Entre os vários aspectos, a cultura de segurança é considerada um dos mais importantes fatores de sucesso quando se fala em segurança do paciente. Nessa perspectiva, em 2004, a agência americana Agency for Healthcare Research and Quality - AHRQ elaborou e validou uma ferramenta para avaliar até que ponto as culturas organizacionais enfatizam a segurança do paciente e facilitam a implantação e execução de atividades alinhadas as práticas seguras.

Objetivo: Analisar a cultura de segurança em um serviço de oncologia, após a implantação do programa de segurança do paciente.

Método: A coleta de dados foi feita através da aplicação do questionário de cultura de segurança da AHRQ, traduzido e validado para o português. O questionário foi aplicado para todos os profissionais atuantes na instituição, constituindo uma amostra por conveniência e considerando duas etapas, pré e pós-implantação do programa de segurança do paciente. A implantação do programa de segurança do paciente consistiu em uma ação do Núcleo de Gestão da Qualidade da instituição, tendo como base a Portaria nº 529 e a resolução RDC Nº 36.

Resultados: Constatou-se que houve uma melhoria na percepção de segurança do paciente na instituição após a implantação do programa de segurança do paciente. Na fase pré-implantação, das 12 dimensões contempladas na pesquisa da AHRQ, apenas 04 das dimensões apresentaram resultados positivos. Estas dimensões estão relacionadas ao trabalho em equipe e transferências de pacientes. Destaca-se também que 88,4% dos participantes não notificavam incidentes e eventos adversos. Já na fase pós implantação do programa de segurança do paciente, todas as 12 dimensões apresentaram predominância positiva e apenas 5% dos respondentes não notificaram incidentes e eventos adversos.

Conclusões: A efetividade de um programa de segurança do paciente e gestão da qualidade na percepção e clima organizacional foi evidenciada a partir do presente estudo demonstrando a importância do engajamento das pessoas e da definição de processos e práticas organizacionais sustentem uma cultura voltada integralmente a segurança do paciente.

Palavras-chave: Segurança do Paciente; Cultura de Segurança; Programa de Segurança do Paciente.

Poster in: IX CONGRESSO BRASILEIRO DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA. 2018.

29 agosto 2018

Análise de Níveis Séricos de Ciclosporina em Pacientes Transplantados com Células Tronco Hematopoiéticas no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Joice Zuckermann1; Mariana Minotti2; Jacqueline Kohut Martinbiancho2; Bibiana Verlindo Araújo2.

1 Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HPCA). Porto Alegre (RS), Brasil. 2 Faculdade de Farmacia Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Faculdade de Farmácia. Porto Alegre (RS), Brasil. Endereço de correspondência: Joice Zuckermann. Rua Ramiro Barcelos, 2350. Porto Alegre (RS), Brasil. CEP 90035903. E-mail: jzuckermann@hcpa.edu.br.

Introdução: No transplante de células tronco hematopoiéticas (TCTH) alogênico ocorre a infusão de células, que podem ser de doadores aparentados ou não e a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH) é uma causa frequente de morbidade e mortalidade em pacientes submetidos ao TCTH sendo necessário o uso de imunossupressores como a ciclosporina (CYA) que devem ser monitorados para profilaxia de DECH, mas também para evitar toxicidade e tomada de subdoses. Desta forma, é relevante o controle estreito de parâmetros farmacocinéticos que variam tanto em relação à condição do paciente, quanto ao uso de outros medicamentos.

Objetivo: Avaliar o impacto dos ajustes de dose dos pacientes que utilizam CYA após TCTH no período de janeiro de 2015 a dezembro 2017, com relação ao controle dos níveis sérios do fármaco, interações medicamentosas e toxicidade.

Método: estudo de coorte retrospectivo em prontuário da plataforma AGHuse do HCPA. Os parâmetros farmacocinéticos dos pacientes foram determinados a partir de abordagem compartimental, assumindo farmacocinética linear. A análise dos alvos de CYA foi realizada pelo programa Phoenix e a análise estatística foi feita pelo programa Excel.

Resultados: No período de 2015 a 2017 foram avaliados 22 pacientes pediátricos (1 - 14 anos) com relação ao uso de CYA intravenosa, através de medidas da concentração sérica em steady-state observadas após infusão (T= 24 h) (n = 162 medidas). Embora todos tenham tido os níveis séricos monitorados, apenas 11 deles receberam correção de dose com base nos níveis observados. No total, 37% dos níveis séricos estavam no alvo terapêutico (200-300 ng/mL) e a estratégia de monitoramento terapêutico com aconselhamento de dose não foi capaz de melhorar esse perfil, uma vez que no grupo não monitorado, os valores no alcance do alvo foram 38 % e no monitorado foi 36 %. Em relação às interações mais significativas, as mais frequentes foram com omeprazol, metronidazol, sulfametoxazol-trimetoprima e fluconazol, ocorrendo em 20% dos pacientes.

Conclusão: No monitoramento da CYA na fase de uso intravenoso, as informações de níveis séricos parecem ser mais importantes para a compreensão de eventos de interação medicamentosa do que na aplicação para ajustes de dose, devido a variabilidade farmacocinética nessa etapa do tratamento ser reduzida e a fatores ligados à condição do paciente, como uso de medicamentos concomitantes, parece estar mais relacionado às variações na farmacocinética.

Palavras-chave: Monitoramento; Farmacocinética; Ciclosporina.

Poster in: IX CONGRESSO BRASILEIRO DE FARMACÊUTICOS EM ONCOLOGIA. 2018.

21 julho 2018

Alopecia por antineoplásicos orales, ¿a qué se debe?

Como ya hemos visto en entradas anteriores del blog, la mayor parte de los fármacos para el cáncer (antineoplásicos) aparte de ejercer su efecto, también actúan sobre algunas células sanas del organismo. Este daño colateral es mayoritario en células con mucha renovación como las células del intestino, las de la sangre o algunos tipos de células de la piel. Esto conlleva la aparición de una serie de efectos secundarios, entre los que destacarían: pérdida de células de la sangre (mielosupresión), inflamación de las mucosas del tracto gastrointestinal (mucositis), náuseas, vómitos y pérdida del cabello (alopecia). Esta última consecuencia es una de las mayores preocupaciones de los pacientes oncológicos a la hora de tomar antineoplásicos. Hoy vamos a conocer porqué se produce.  


De manera general, podemos decir que un gran número de medicamentos puede interferir en el desarrollo cíclico del cabello y dar lugar a su caída. El grado de alopecia está relacionado con la naturaleza del fármaco y la predisposición individual, afectando por igual a hombres y mujeres.

¿Cómo se produce?

En el caso de antineoplásicos orales, debemos conocer en primer lugar una serie de conceptos sobre el desarrollo del cabello. En condiciones normales, el 90% de los pelos están en fase de crecimiento activo (conocido como fase anagén), mientras que el resto se mantienen en reposo (fase telogén).

La alopecia inducida por antineoplásicos se debe sobre todo a la inhibición de la multiplicación del pelo en fase anagén, ya que al estar en un estado de división son más sensibles. La consecuencia puede ser que se empiece a producir un pelo más débil, que se rompa con el peinado o incluso con el roce de la almohada, o que se produzca un fallo completo en su formación. Como solo se afecta el pelo en fase anagén, se trata de una alopecia difusa e incompleta. Sin embargo, en estos pacientes hay circunstancias añadidas como el estrés, procesos febriles y otras enfermedades sistémicas o situaciones hormonales que podrían hacer perder el pelo maduro que está en fase telogén y por tanto aumentar la alopecia incompleta de la quimioterapia llegando a producir una alopecia total.

Hasta ahora hemos hablado del cabello, per el resto de pelo corporal (cejas, pestañas, barba, pelo púbico o axilar) se afecta con diferente intensidad dependiendo de su tasa de crecimiento y el porcentaje de pelos en fase anagén. Dado que en estas zonas el porcentaje de pelos en esta fase es menor, la alopecia no suele ser completa.

¿Cuándo se produce?

La alopecia se inicia entre la primera y segunda semana del inicio de la quimioterapia haciéndose más evidente en el primer y segundo mes. Es dependiente de la dosis y de la vida media del fármaco (tiempo que pasa el fármaco en el organismo), los tiempos de infusión prolongados y que el tratamiento se componga de más de una especialidad.

Se trata de un fenómeno reversible, por tanto al finalizar la quimioterapia el pelo vuelve a crecer unos dos meses tras finalizar el tratamiento, aunque suele ser diferente tanto en su textura como en el tono.

¿Qué medicamentos la causan?

Algunos de los antineoplásicos orales que incluyen la alopecia entre sus posibles reacciones adversas son:
  • Temozolamida
  • Vinorelbina
  • Sunitinib
  • Dasatinib
  • Sorafenib
  • Bexaroteno
  • Pazopanib
  • Melfalan
  • Trifluridina
  • Vismodegib
  • Palbociclib
  • Dabrafenib
  • Ribociclib

¿Qué se puede hacer para tratarla o prevenirla?

En cuanto al manejo, no hay un tratamiento específico para la alopecia inducida por fármacos. Se están probando diferentes tipos de tratamientos para prevenir la alopecia, algunos de estos tienen una actividad positiva limitada a determinados agentes quimioterápicos, pero hasta el momento solo se han experimentado en modelos animales.

Por otro lado, el minoxidil tópico parece ser el tratamiento más efectivo para reducir la severidad y acortar la duración de la alopecia pero no logra prevenir completamente la pérdida del cabello. Por otra parte, no se recomienda asociar minoxidil con antineoplásicos orales hasta 4 meses post tratamiento por el riesgo que conlleva asociar cualquier tratamiento a los antineoplásicos orales y por la ausencia de evidencia sobre la eficacia de minoxidil sobre este tipo de alopecia.

Con todo esto, podemos concluir que la alopecia es una de las reacciones adversas de la quimioterapia oral que más preocupa a los pacientes pero suele ser moderada y desaparecer tras suspenderse el tratamiento. Algunas de las medidas recomendadas son la información previa, el apoyo psicológico, la no utilización de tintes ni secadores, y evitar la exposición solar.


Alejandra Ferrada