01 abril 2010

Consequências dos erros de medicação em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva

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Maria Cecília Toffoletto (1); Kátia Grillo Padilha (2)

(1) Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação na Saúde do Adulto da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP) mariacel@usp.br

(2) Professora Doutora do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da EEUSP kgpadilha@usp.br

RESUMO

O estudo objetivou caracterizar erros de medicação e avaliar consequências na gravidade dos pacientes e carga de trabalho de enfermagem em duas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e duas Semi-Intensiva (USI) de duas instituições hospitalares do município de São Paulo. A amostra foi constituída por 50 pacientes e os dados obtidos por meio do registro de ocorrências e prontuários, retrospectivamente. A gravidade e carga de trabalho de enfermagem foram avaliadas antes e após o erro. Do total de 52 erros, 12 (23,08%) ocorreram por omissão de dose, 11 (21,15%) e 9 (17,31%) por medicamento e dose erradas, respectivamente. Não houve mudança na gravidade dos pacientes (p=0,316), porém houve aumento na carga de trabalho de enfermagem (p=0,009). Quanto ao grupo de medicamentos envolvidos, potencialmente perigosos e não potencialmente perigosos, não houve diferenças estatisticamente significantes na gravidade (p=0,456) e na carga de trabalho de enfermagem (p=0,264), após o erro de medicação.

Referência: Revista da Escola de Enfermagem da USP 2006;40(2):247-52

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