02 março 2018

Cefuroxima: uso off-label oftálmico e oral


Conduta na administração via sonda: verificar a disponibilidade e compatibilidade de forma farmacêutica líquida para administração via sonda enteral. No caso de múltiplos medicamentos, triturá-los e solubilizá-los separadamente em água devido ao risco de incompatibilidade físico-química. Dois ou mais medicamentos prescritos para o mesmo horário devem ser preparados e administrados separadamente, sendo necessário lavar a sonda com 5-15 mL de água entre as administrações. Formas farmacêuticas de liberação prolongada são inadequadas para a administração por sondas. Antes de administrar o medicamento, interromper a dieta e lavar a sonda com 15-30 mL de água. Lavar a sonda novamente após a administração do medicamento.

Uso off-label oral: Cefuroxima Axetil Comprimido (1 g), Xarope Simples BP q.s.p...100 mL. Pulverizar os comprimidos de cefuroxima. Adicionar o veículo e misturar. Adicionar o veículo em porções e completar o volume. Estabilidade de 28 dias sob refrigeração.(18)

Uso off-label oftálmico: Cefuroxima (750 mg), Soro Fisiológico (15 mL). Reconstituir com 15 mL para obter uma concentração de 50 mg/mL, filtrando a solução através de um filtro de 0,22 micra. Transferir a solução resultante para o frasco original de colírio. A mudança na coloração não é indicativo de perda de atividade. Concentração de 50 mg/mL. Estabilidade de 14 dias sob refrigeração.(18)

Uso off-label oftálmico: Cefuroxima (750 mg), Colírio de Lágrima Artificial (15 mL). Reconstituir a cefuroxima com 15 mL de colírio para concentração de 50 mg/mL, filtrando através de um filtro de 0,22 micra.Transferir para o frasco original do colírio de lágrima artificial. Concentração de 50 mg/mL. Estabilidade de 28 dias sob refrigeração.(18)

Uso off-label oral: Preparar o produto comercial para a reconstituição. Após a reconstituição no frasco original, a estabilidade é de 10 dias sob refrigeração.(8)

Uso off-label para administração via sonda nasogátrica: trituração não assegura a biodisponibilidade. Recorrer a formas farmacêuticas alternativas, p. ex: suspensão oral. Diluir a suspensão oral em 10-30 mL de água e administrar. Lavar a sonda antes e após a administração do medicamento.

Referências bibliográficas:
1.Cefuroxima. Disponível em: http://www.baxter.com.mx.Acesso em: 29 de setembro de 2004.
2.Hecq JD. Stabilité des Médicaments Injectables en Perfusion. Brussels : Baxter; 2005.
3.Zamora Ardoy MA, Cabeza Barrera J, Moreno Diaz T, García Lirola MA. Rentabilidad de una Unidad de Mezclas Intravenosas de Nueva Creación. Aspectos Prácticos y Relación Coste-Beneficio. Farm Hosp. 2000;24(1):38-42.
4.Cefuroxime Injection. St. Mary’s Hospital. Pharmaceutical Unit. London. Disponível em: http://www.stmarys.demon.co.uk. Acesso em: 15 de outubro de 2005.
5.Rodenbach MP, Hecq JD, Vanbeckbergen D, Jamart J, Galanti L. Stability of Cefuroxime Infusion: the Brand-Name Drug versus a Generic Product. EJHPS. 2006;12(2):32-34.
6.Cefuroxime. Micromedex® solutions. Disponível em: http://www.periodicos.capes.gov.br. Acesso em 16 de dezembro de 2016.
7.Cefuroxime. Disponível em: http://www.stabilis.org. Acesso em 16 de dezembro de 2016.
8.Zinacef®. Informativo do produto. 2013.
9.UCL Hospital injectable medicines administration guide. Pharmacy Department. University College London Hospitals, 3rd ed. Wiley-Blackwell. London. 2010.
10.Venous infusion extravasation risk. 2009-2013 Cincinnati Children’s Hospital Medical Center. Disponível em https://www.cincinnatichildrens.org. Acesso em 22 de março de 2017.
11.Infusion drug list: pH, osmolality, reported phlebitis. Disponível em: http://www.ctins.org. Acesso em 23 de março de 2017.
12.Cardiff and Vale University Health Board. Procedure for managing an extravasation. Disponível em: http://www.cardiffandvaleuhb.wales.nhs.uk. Acesso em 20 de fevereiro de 2017.
13.Phelps SJ, Hagemann TM, Lee KR, Thompson AJ. Pediatric Injectable Drugs (The Teddy Bear Book), Tenth ed. ASHP Publications. Washington. DC. 2013.
14.Cefuroxima. Disponível em: http://www.einstein.br. Acesso em 15 de junho de 2017.
15.Neonatal guidelines. Extravasation in NICU. Disponível em: http://www.hnekidshealth.nsw.gov.au. Acesso em 20 de março de 2017.
16.Cefuroxime. Disponível em: http://www.pdr.net. Acesso em 28 de setembro de 2017.
17.Taketomo CK, Hodding JH, Kraus DM. Pediatric Dosage Handbook, 23rd Ed. Lexi-Comp. Ohio: 2016.
18.Souza GB. Formulário farmacêutico magistral, 2ª ed. São Paulo. SP: Editora Medfarma. 2017.

28 fevereiro 2018

Padronização e implantação de cartão de reação adversa a medicamentos em unidade de hematologia de um hospital universitário: projeto-piloto

Nayara Fernandes Paes1, Bruna Figueiredo Martins2, Gilberto Barcelos Souza1, Maurício Lauro de Oliveira Junior1, Rachel Nunes Ornellas1, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Águeda Cabral de Souza Pereira1, Thayane de Fátima da Costa Moraes1, Fabio Moore Nucci1 & Fabíola Giordani2.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br.


Introdução: Reação adversa a medicamento (RAM) é qualquer evento nocivo e não intencional que ocorre durante o uso de um medicamento em doses normalmente recomendadas em seres humanos1. Indivíduos hospitalizados são particularmente vulneráveis à RAM2, sendo que 43% já foram acometidos por, pelo menos, uma reação adversa na internação3. Pacientes oncológicos são ainda mais suscetíveis a esses eventos, devido ao grande número de medicamentos usados e às alterações das funções renais e hepáticas que podem ocorrer ao longo do tratamento4.

Objetivo: Padronizar e implantar um cartão de reação adversa a ser entregue ao paciente, caso esse apresente suspeita de RAM durante o período de internação na unidade de Hematologia de um hospital universitário.

Método: Projeto-piloto desenvolvido a partir de estudo descritivo e prospectivo, que visa implantar atividades de Farmácia Clínica no setor. Diante da suspeita, a equipe multiprofissional deve seguir um protocolo para investigar a probabilidade de o medicamento ser o responsável pela reação. A primeira etapa consiste em excluir a hipótese de que problemas relacionados aos processos de uso do medicamento sejam causa do evento. Feito isso, aplica-se o algoritmo de Naranjo5, para determinação da relação de causalidade entre a reação e o medicamento. Definida a associação, o caso deve ser notificado ao Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do hospital, para que seja dado prosseguimento à apuração e medidas preventivas e corretivas possam ser tomadas. Por fim, o paciente deve receber um cartão de RAM, no qual constará a data do evento, o nome do medicamento, o breve relato da ocorrência e assinatura do responsável pela informação.  

Resultados: O cartão tem a intenção de evitar que o paciente sofra nova exposição ao medicamento suspeito de ter lhe desencadeado uma reação indesejável, além de servir como ferramenta de notificação de eventos adversos ao NSP.

Conclusão: Esse projeto foi desenvolvido diante da ideia de que a criação de estratégias, mudanças em rotinas e procedimentos refletem diretamente na melhoria da segurança do paciente, da qualidade do serviço prestado e nos custos da instituição, visto que RAM podem implicar em danos irreversíveis ao paciente e no retorno ou prolongamento de sua hospitalização.

Referências:

1.     WHO - WORLD HEALTH ORGANIZATION. International drug monitoring: the role of national centers. Genebra: OMS, 1972. 
2.     GIORDANI, F. Eventos adversos a medicamentos no ambiente hospitalar. Tese (Doutorado) – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro, 2011.
3.     CAMARGO A. L. et al. Adverse drugs reactions: a cohort study in internal medicine units at a university hospital. European Journal of Clinical Pharmacology, v. 62, p. 143-149, 2006.
4.     FERRACINI, F. T.; BORGES FILHO, W. M Farmácia Clínica: Segurança na Prática Hospitalar. 1 ed, Rio de Janeiro: Atheneu, 2011.
5.     NARANJO, C. A.  et al. A method for estimating the probability of adverse drug reactions. Clin Pharmacol Ther. v. 30, n.2; p. 239-245, 1981.

Poster in: V Congresso Internacional de Oncologia D’Or. 24 a 25 de Novembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ

26 dezembro 2017

Implementation of an interprofessional clinical pharmacology selective learning experience for pharmacy residents and medical students

Purpose The implementation of an interprofessional clinical pharmacology selective (CPS) learning experience for pharmacy residents and medical students is described.
Summary The opportunity for pharmacy residents to provide didactic lectures at a college of pharmacy and to develop teaching and preceptor skills with experiential pharmacy students may be limited by institution-specific affiliations and geographic location. In order to overcome these barriers, the Mayo Clinic Hospital postgraduate year 1 (PGY1) pharmacy residency program implemented an interprofessional learning experience in which pharmacy residents serve the role of preceptors for first- and second-year medical students on a CPS. Medical students at the Mayo Medical School (MMS) work alongside the PGY1 resident to develop patient-specific, medication problem lists and gain an appreciation for pharmacy-focused interventions. Medical students teach pharmacy residents diagnostic, pathophysiologic, and patient-assessment considerations related to the medical school’s curriculum. The clinical rounds component of the CPS allows for resident achievement of ASHP competency area R4, which focuses on the design of an effective educational activity; selection of a preceptor role; employment of instruction, modeling, coaching, and facilitation; use of effective presentation skills; generation of objective-based learner assessment questions; and identification of areas for continuous improvement.
Conclusion The Mayo Clinic Hospital PGY1 pharmacy residency program and MMS successfully implemented an innovative learning experience to promote interprofessional education between pharmacy residents and medical students. The program establishes collaborative relationships early in students’ professional careers and allows for attainment of the ASHP-required competency area R4 through delivery of a CPS to medical students.
Garrett E. SchrammPrasanna P. NarayananDarryl S. Chutka and Wayne T. Nicholson

21 novembro 2017

SG10% na hipoglicemia



Concentração máxima: via periférica: 12,5%; VVC: 25% ou 50% nas emergências.(13)

Vias de administração: EV: direta; infusão EV intermitente; infusão EV contínua.

Diluente, volume final e tempo de infusão: RL, RS, SF 0,9%, SG 5%. Lavar as linhas de infusão e equipos antes e após a infusão do medicamento. Não é necessário usar um filtro em linha.

Emergência: pacientes adultos, administrar 50 mL de SG10% (5 g) via VVP. Repetir até um total de 25 g = 250 mL de SG10%.

Infusão EV intermitente: dose de 10-20 g (20-40 mL) de G50% ou 40-80 mL de G25% em 500 mL e infundir em 30-60 min ou SG10%: 1500 mL/dia.

Infusão SG 10%: 2 mL/kg/h. SG 10%: paciente 70 kg com dose inicial diária de 500-3.000 mL/dia (7-40 mL/kg/dia). A taxa máxima de administração de glicose que pode ser infundida sem causar glicosúria é de 500 mg/kg/h.(11,12,13,14,15)

Riscos extravasamento: alto risco na concentração >12,5% e risco intermediário na concentração de 10% para flebite química ou irritação tissular(6); infusão na VVC na concentração >12,5%(9); irritante (depende da concentração), VESICANTE em concentrações acima de 10-12,5%(10), VESICANTE.(8,9,10)

Cálculo: SG 10% frasco 500 mL = 50 g de glicose = 10 ampolas de glicose 50% 10 mL.


Glicose 10%
Infusão de
Equivalente em ampolas
Gramas de glicose
SG 10% (100 mg/mL)
50 mL
1 amp glicose 50% 10 mL
5 g
SG 10% (100 mg/mL)
100 mL
2 amp glicose 50% 10 mL
10 g
SG 10% (100 mg/mL)
150 mL
3 amp glicose 50% 10 mL
15 g
SG 10% (100 mg/mL)
200 mL
4 amp glicose 50% 10 mL
20 g
SG 10% (100 mg/mL)
250 mL
5 amp glicose 50% 10 mL
25 g
SG 10% (100 mg/mL)
500 mL
10 amp glicose 50% 10 mL
50 g

20 outubro 2017

ANÁLISE DO USO DE NOMES COMERCIAIS NAS PRESCRIÇÕES MÉDICAS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

CAMILE DE OLIVEIRA CAETANO GILBERTO BARCELOS SOUZA; AMANDA CASTRO DOMINGUES DA SILVA; NAYARA FERNANDES PAES; RACHEL NUNES ORNELLAS; LUIZ FILGUEIRA DE MELO NETO; CAMILA VIEIRA SANTOS CORREIA; FERNANDO SÉRGIO DA SILVA FERREIRO; MAURICIO LAURO DE OLIVEIRA JÚNIOR; BRUNA FIGUEIREDO MARTINS;

SERVIÇO DE FARMÁCIA. HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO (HUAP). UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF).

Introdução: A prescrição de medicamentos é uma atividade importante para o processo de cuidados assistenciais aos pacientes e representa ação médica fundamental, entretanto, a grande quantidade de produtos comerciais disponíveis no mercado, os frequentes lançamentos da indústria farmacêutica, e a pressão para a prescrição com o uso de nome comercial, faz com que esta importante etapa do processo de atendimento seja susceptível a erros. Com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 271/2002, em 1 de Janeiro de 2003, que regulamenta a Lei nº. 9787/99; ficou obrigatória a prescrição por denominação comum internacional (DCI) ou nome genérico para os medicamentos contendo substâncias ativas para as quais existam medicamentos genéricos autorizados, nos serviços públicos de saúde de todo o país.

Objetivo: Este trabalho tem como principal objetivo, verificar e quantificar as prescrições com a identificação através de nomes comerciais no Hospital Universitário.

Metodologia: Pesquisa através da análise das prescrições de todas as prescrições recebidas pelo Serviço de Farmácia, exceto do Ambulatório, no período de outubro a novembro de 2016.

Resultados: Foram analisadas 679 receitas médicas. Destas, 76,14% não estavam de acordo com o exigido por lei e continham pelo menos um ou até 4 (quatro) nomes comerciais ao invés do nome genérico para os medicamentos, sendo que 100% das prescrições do Centro Cirúrgico e da Clínica Ortopedia estavam com prescrição utilizando nomes comerciais. Todos os receituários analisados possuíam assinatura do médico, bem como o nome do paciente e posologia. O indicador Carimbo e CRM do prescritor estavam presentes em 100% das receitas. Os 10 (dez) nomes comerciais mais prescritos foram: Atensina®, Berotec®, Capoten®, Clavulin®, Kefazol®, Lasix®, Rivotril®, Rocefin®, Tramal®, Zofran®.

Conclusão: As orientações da Legislação e recomendações fornecidas, tanto na literatura nacional e internacional, não estão sendo cumpridas, que configura uma infração sanitária no próprio Hospital Universitário. Este resultado aponta, portanto uma inconformidade quando analisada de acordo com a legislação especifica. Legislação essa que diz que todos os medicamentos prescritos no âmbito SUS, devem ser identificados com a Denominação Comum Brasileira DCB ou na sua ausência, a Denominação Comum Internacional. A propraganda da indústria farmacêutica é notadamente agressiva na promoção, vendas e o exemplo contundente é a furosemida que foi descoberta na década de 60, precisamente em 1962, e até hoje os profissionais de saúde continuam no âmbito do SUS a falar, pensar e prescrever Lasix® ao invés de furosemida.

Palavras-chave: medicamentos; genéricos; prescrição.
  
14º Congresso de Farmácia e Bioquímica de Minas Gerais – 10 a 12 de Agosto de 2017 – Belo Horizonte – MG - Brasil


16 outubro 2017

Resultados de intervenção farmacêutica como indicadores de qualidade na terapia nutricional de pacientes internados em um hospital universitário

Amanda Castro Domingues da Silva2, Rachel Nunes Ornellas1, Gilberto Barcelos Souza1, Luiz Filgueira de Melo Neto1, Nayara Fernandes Paes1, Mauricio Lauro de Oliveira Júnior1, Luiz Stanislau Nunes Chini2, Bruna Figueiredo Martins2, Mariana Souza Rocha1, Águeda Cabral de Souza Pereira1 & Márcia de Souza Antunes1.

1Hospital Universitário Antônio Pedro, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; 2Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: farmacia@huap.uff.br


Introdução: A Gestão de Qualidade em Terapia Nutricional (TN) implica em alguns procedimentos, tais como: elaboração e padronização das Boas Práticas e de registros; ações preventivas e corretivas, dentre elas Intervenções Farmacêuticas; acompanhamento de Eventos Adversos; revisão e ajuste dos processos de acordo com os objetivos a serem alcançados, nos Protocolos estabelecidos pela Comissão de Terapia Nutricional1. O Farmacêutico pode intervir na terapia medicamentosa através do acompanhamento das interações medicamentosas potenciais (IMP), ajustes na posologia e sugestão de formas farmacêuticas mais adequadas à indicação terapêutica.2 O uso de Indicadores de Qualidade permite quantificar as intervenções realizadas e aceitas, a fim de aprimorar a assistência prestada e contribuir para o sucesso do tratamento medicamentoso e nutricional.1,3 

Objetivo: Quantificar as intervenções realizadas nas prescrições de pacientes submetidos à TN em um hospital de ensino, bem como sua aceitação pelos médicos. 

Metodologia: Foram acompanhados 86 pacientes, em programas de TN Enteral e Parenteral, no período de Março a Julho de 2017. A pesquisa incluiu pacientes em TN por mais de 72h. As intervenções ocorreram durante os rounds com a Equipe Multiprofissional realizadas semanalmente durante as visitas médicas. Os dados são compilados em planilha Excel® 2017. Projeto CAAE nº 44061615.9.0000.5243. 

Resultados: Foram realizadas 14 Intervenções Farmacêuticas: 6 (43%) foram aceitas; em 13 pacientes, ou seja, em 15% a administração de medicamentos foi realizada por cateter enteral. Os medicamentos observados foram: Acetilcisteína, Ácido valpróico, Anlodipino, Atenolol, Calcitriol, Captopril, Carbamazepina, Carbonato de cálcio, Dexametasona, Dimeticona, Dipirona, Donepezila, Fenitoína, Fluconazol, Gabapentina, Hidralazina, Lactulose, Losartana, Memantina, Metoclopramida, Metronidazol, Omeprazol, Ondansetrona, Prednisona, Quetiapina, RHZE, Sinvastatina, Topiramato e Tramadol. As reações adversas constatadas foram: agitação, bradicardia, diarreia, hipersensibilidade, labilidade pressórica, redução do nível de consciência e trombocitopenia.4 

Conclusão: A manutenção da qualidade é dificultada em hospitais de alta rotatividade de profissionais e volume de pacientes. Para um mínimo padrão de atendimento na TN, faz-se necessário, a presença permanente da Equipe Multidisciplinar, assim como a atuação do farmacêutico clínico, principalmente nas interações Fármacos-nutrientes.

Palavras chaves: Terapia nutricional, Intervenção farmacêutica, Indicadores de qualidades.

Referências:
1.ASPEN Board of Directors and the Clinical Guidelines. 2016.
2.BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria n° 484 de 15 de junho de 1998. Dispõe sobre Regulamentação Técnica para a Terapia de Nutrição Enteral. Diário Oficial da União, seção 1, p. 2, Brasília, 15 Jun.1998.
3.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria 272, de 8 de abril de 1998. Regulamento Técnico para Terapia de Nutrição Parenteral.

Poster in: 9º Congresso Riopharma de Ciências Farmacêuticas. 21 a 22 de setembro de 2017. Rio de Janeiro. RJ. Brasil.



20 setembro 2017

Livro Manual de Farmácia Clínica e Cuidado ao Paciente

  • Editora: Atheneu
  • Páginas: 312
  • Autor: Débora C.M.F. de Carvalho; Livia M.G. Barbosa;
  • Edição: 1
  • Acabamento: Brochura
  • Ano da publicação: 2017
  • Idioma: Português
  • Série/Coleção:
  • Assunto: Farmácia & Farmacologia
  • Formato: 28,0 x 21,0 x 2,0 cm.