28 fevereiro 2015

Incorporación de ictiol y breas en semisólidos

Tanto el ictiol como las breas (de enebro y hulla) son sustancias que tienden a formar aglomerados de tipo granuloso si no se incorporan de forma correcta en pomadas y emulsiones. Hay varios factores que pueden producir dicha formación granulosa:
  1. El orden de incorporación. Si se incorporan estas sustancias sobre el semisólido (pomada o emulsión) en lugar de incorporar el semisólido sobre las mismas, es seguro que se formarán masas granulosas.
  2. La cantidad de semisólido incorporada.Deben de realizarse pequeñas adiciones del semisólido sobre este tipo de sustancias situadas en un mortero (del orden de 5-10 g de semisólido para 100 g de formulación total). Tras cada adición se debe de batir hasta la completa homogeneidad. Si se añade el semisólido en grandes porciones es probable que se formen grumos.
  3. Diferencias de temperatura. Altas diferencias de temperatura entre el semisólido y estas sustancias pueden producir formación de masas granulosas. La incorporación debe realizarse a temperatura ambiente.
  4. Utillaje y forma de agitación manual. Si se opta por métodos manuales de agitación, es fundamental realizar una agitación regular y enérgica empleando mortero y pistilo. No es recomendable emplear vaso de precipitados y varilla de vidrio agitadora por la posibilidad de formación de grumos.
  5. Uso de coadyuvantes incorporadores. En este caso son prácticamente fundamentales (si se emplean métodos manuales de elaboración) para lograr un semisólido libre de grumos. Se emplean con gran éxito el Tween 80® o el Tween 20®. Es suficiente con emplear 0,3-0,5 g de estas sustancias por cada gramo de ictiol o breas formulado.
A continuación se describe un ejemplo práctico de la incorporación de brea de hulla (alquitrán) en una pomada, teniendo en cuenta los factores analizados anteriormente.
Brea de hulla ...................................... 3 g
Tween 80® ....................................... 0,9 g
Vaselina filante csp ......................... 100 g

En un mortero se mezclan la brea y el Tween 80® hasta lograr un líquido viscoso homogéneo. Se añade la vaselina en porciones de 10 g, batiendo hasta homogeneidad tras cada adición. El batido tiene que ser enérgico y regular. En todo el proceso deben estar a temperatura ambiente los distintos componentes de la formulación.

30 setembro 2014

TOXICIDAD CUTÁNEA PRODUCIDA POR ERLOTINIB EN PACIENTES CON CÁNCER DE PULMON NO MICRO CÍTICO

Martín Vila A, Álvarez Payero M, Vilasoa Boo P, Castro Domínguez JM, Martínez López de Castro N, Piñeiro Corrales G.
Complejo Hospitalario Univ. de Vigo (Meixoeiro). Pontevedra. España.

OBJETIVOS: Analizar la toxicidad cutánea producida por erlotinib cuando se emplea en cualquiera de sus indicaciones en cáncer de pulmón no microcítico. Determinar la incidencia de trastornos de la piel y el tejido subcutáneo que requieren disminuir la dosis o discontinuar temporalmente el tratamiento con erlotinib.

MATERIAL Y MÉTODO: Estudio observacional retrospectivo. Se incluyeron a todos los pacientes diagnosticados de CPNM tratados con erlotinib entre septiembre 2005 y marzo 2013. Fueron excluidos aquellos pacientes de los cuales no se disponía la historia clínica completa. Datos recogidos: edad al inicio de tratamiento, sexo, posología inicial, necesidad de reducción de dosis o discontinuación temporal del tratamiento debido a toxicidad cutánea. Dentro de la definición de rash se incluyó la dermatitis acneiforme al igual que viene reflejado en ficha técnica. La toxicidad fue evaluada por el médico oncólogo siguiendo la Common Terminology Criteria for Adverse Events (CTCAE) del National Cancer Institute. Las fuentes de datos empleadas fueron: aplicaciones informáticas de gestión farmacoterapeútica Silicom® y Dipex®, historia clínica en formato papel e historia clínica electrónica mediante el programa IANUS®.

RESULTADOS: Fueron tratados 62 pacientes (21 mujeres). Se excluyeron del estudio 3 pacientes (1 mujer) por no estar disponible su historia clínica completa. La edad media al inicio de tratamiento fue 63,45 años ± 10,87. La posología al inicio en 58 pacientes fue 150 mg/24 h, en 1 paciente fue 100 mg/24 h. Presentaron toxicidad cutánea (rash) de cualquier grado el 57,63% de los pacientes. Presentaron toxicidad cutánea de grado 3 o grado 4 el 15,63% de los pacientes. El 100% de los pacientes con toxicidad grado 3-4 suspendieron temporalmente el tratamiento, de los cuales el 55,50% requirieron una disminución de la dosis al reintroducirlo, por lo que continuaron el tratamiento con una dosis de 100 mg/día.

CONCLUSIONES: La incidencia de la toxicidad cutánea en el tratamiento con erlotinib en pacinetes con CPNM es muy alta, 57,63%. En muchos casos esta toxicidad es grave, obligando a discontinuar temporalmente el tratamiento en el 15,63% de los pacientes a tratamiento con erlotinib y a reducir la dosis posteriormente en el 8,67%. Esto hace muy importante la información que el farmaceútico debe ofrecer al paciente, tanto para prevenir su aparición como para el manejo de la misma con el fin de evitar las formas graves.

Referência: Farm Hosp. 2013;Supl. 1:65-499

30 agosto 2014

SEGURANÇA DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO: EXPERIÊNCIA COM O CHECK LIST DE CIRURGIA SEGURA

ISLANE COSTA RAMOS; SIMONE DA SILVEIRA MAGALHÃES; MARIA ELIZA M. ARRUDA BARBOSA; ADRIANA N. RATS E SILVA; PATRICIA ALVES DE OLIVEIRA; MARIA JOSE DOS SANTOS CAETANO.

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTÍDIO / CE. 

Introdução A prestação de assistência ao paciente nos hospitais, cada vez mais, tem exigido dos profissionais de saúde atuação complexa. Nessa perspectiva, a segurança dos pacientes ganha relevância, evocando a necessidade de se capacitar e se comprometer com ações sistêmicas de avaliação e prevenção, tentando viabilizar a redução de desfechos indesejados, bem como a de analisar o impacto sobre a qualidade do cuidado prestado. Considerando a pertinência desta temática, este estudo teve como objetivo aplicar um instrumento adaptado do check list de cirurgia segura proposto pela OMS no centro cirúrgico de um Hospital Universitário, analisando as repercussões dessa medida no desenvolvimento de práticas seguras.

Método: Estudo descritivo, realizado no Centro Cirúrgico (CC) de um Hospital Universitário localizado em Fortaleza-Ceará, de julho a outubro de 2013. Participaram todas as oito enfermeiras que trabalham no setor e teve como instrumento de coleta de dados, um formulário estruturado. Para análise dos dados, recorreu-se a estruturação de Morse e Field.

Resultados: O instrumento utilizado é um roteiro que inclui todos os itens que devem ser conferidos desde admissão até a transferência do paciente para a sala de recuperação (SR), sendo adaptado do impresso sugerido pela OMS (check list de cirurgia segura), criado com o intuito de auxiliar as equipes operatórias na redução das ocorrências de danos ao paciente, contendo itens de segurança a serem verificados, de forma que pudessem ser colocados em prática visando reforçar a segurança operatória com práticas corretas e promover uma melhor comunicação e trabalho em equipe. Como protocolo operacional na instituição pesquisada, o Checklist contempla três etapas: 1º Admissão no CC; 2º Na sala de cirurgia antes do procedimento e 3º Após realização do procedimento e antes de encaminhar paciente para SR. Este foi coordenado pelas enfermeiras do CC, mas com participação de todos os membros da equipe e paciente. O protocolo está em funcionamento desde julho de 2013 e tem sido aplicado integralmente em todas as cirurgias. Após 3 meses de aplicação foi analisado a repercussão da medida com base nos seguintes tópicos: implementação do check list, notificação de erro, perfil das não conformidades e participação dos profissionais. A adesão ao check list foi completa, mas observou-se a necessidade de treinamento, para embasar alguns itens; quanto a notificação dos erros foi extremamente importante, pois não fazia parte da rotina da unidade quantificar e tipicar os eventos adversos, bem como analisar o “quase erro”. Contudo, é preciso melhorar a comunicação entre os membros da equipe.

Conclusão O protocolo ajudou a prevenir a ocorrência de eventos adversos, pois contribui com a comunicação entre os membros da equipe cirúrgica, entretanto, a equipe deve trabalhar transdisciplinarmente, uma vez que todos são responsáveis pelo cuidado seguro do cliente, cada qual no desempenho de sua função em prol do paciente.

Referência Anais do I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente ISMP Brasil - V Fórum Internacional sobre Segurança do Paciente: Erros de Medicação - 10,11 e 12 de abril de 2014 - Ouro Preto - MG

26 julho 2014

CONCILIAÇÃO DOS MEDICAMENTOS TRAZIDOS PARA O HOSPITAL: SEGURANÇA DO PACIENTE NA TRANSIÇÃO DO CUIDADO

MARIA DAS DORES GRACIANO SILVA - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG / MG
CASSIA RODRIGUES LIMA FERRREIRA - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG / MG
JEICE IGNACIO DE SOUZA - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG / MG
MARTA APARECIDA GOULART - HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG / MG
ROSIANE MATEUS AUGUSTO - FACULDADE FARMÁCIA DA UFMG / MG
ERIKA REGINA REIS DINIZ - FACULDADE DE FARMÁCIA DA UFMG / MG

Introdução Na produção científica relacionada à segurança do paciente observa-se o registro de alta porcentagem de pacientes internados com discrepâncias não justificadas entre os medicamentos utilizados antes da internação e os prescritos no hospital. Como também, relato de pacientes e/ou familiares que trazem medicamentos para o hospital. O uso inadequado de medicamentos pode aumentar a possibilidade de ocorrência de eventos adversos. Nesse contexto, a conciliação medicamentosa é uma estratégia que visa minimizar a possibilidade de ocorrências de informações incorretas e/ou incompletas sobre a utilização de medicamentos nas etapas de transição de cuidado.

Objetivo Conhecer a freqüência e utilização dos medicamentos trazidos para o hospital na internação visando subsidiar ações de melhoria na qualidade e segurança da assistência nessa transição do cuidado.

Metodologia Este trabalho foi realizado por farmacêuticos e acadêmicos de farmácia de um hospital público, universitário e geral com 505 leitos. Foi realizado um estudo transversal, descritivo desenvolvido de 15 de outubro a 14 de novembro de 2013 conforme protocolo específico. Foram incluídos todos os pacientes que constavam do relatório do estudo com internação há 48 horas anterior ao dia da coleta e que atendiam aos critérios de inclusão. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista aos pacientes e/ou familiares e consulta da prescrição do paciente. Os dados coletados foram registrados no Programa Excell versão 2007 e realizada análise da freqüência das variáveis categóricas e quantitativas de interesse do estudo.

Resultados No período do estudo 738 pacientes foram internados, sendo que destes 436 (59%) foram considerados elegíveis. Dentre os elegíveis, 322(74%) foram entrevistados Os pacientes entrevistados que trouxeram medicamentos para a instituição foram 125, sendo 74 (59%) do sexo feminino, a faixa etária 25 a 60 anos a de maior freqüência e a maioria trouxe de 1 a 5 medicamentos. Esses pacientes e/ou seus familiares trouxeram para o hospital 464 medicamentos sendo que foi mantida a prescrição de 227 (49%) e desses 189 (83%) eram padronizados na instituição. Identificou-se o uso de 67 (30%) desses medicamentos cuja prescrição foi mantida, sendo que o correto seria utilizar o do hospital. Dentre os 237 (51%) medicamentos que não tiveram a prescrição mantida, 135 (57%) eram padronizados no hospital. No entanto, apesar de não estarem prescritos 120 (51%) dos medicamentos que estavam com o paciente foram utilizados.

Conclusão: A verificação dos medicamentos trazidos para instituição no momento da internação é uma etapa importante da conciliação medicamentosa. Esse trabalho fornece informações importantes sobre os medicamentos trazidos para o hospital pelos pacientes e/ou familiares e essas podem subsidiar a efetivação na instituição da conciliação medicamentosa como estratégia de melhoria na qualidade e segurança da assistência ao paciente na transição do cuidado.

Referência: Anais do I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente ISMP Brasil - V Fórum Internacional sobre Segurança do Paciente: Erros de Medicação - 10,11 e 12 de abril de 2014 - Ouro Preto - MG