18 maio 2013

Infusão em mL/hora para dobutamina 500 mcg/mL.




Peso Paciente
30 kg
40 kg
50 kg
60 kg
70 kg
80 kg
90 kg
100 kg
Dose
mcg/kg/min
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
(mL/h)
0,5
1,8
2,4
3
3,6
4,2
4,8
5,4
6
1
3,6
4,8
6
7,2
8,4
9,6
10,8
12
2,5
9
12
15
18
21
24
27
30
5
18
24
30
36
42
48
54
60
7,5
27
36
45
54
63
72
81
90
10
36
48
60
72
84
96
108
120
12,5
45
60
75
90
105
120
135
150
15
54
72
90
108
126
144
162
180
17,5
63
84
105
126
147
168
189
210
20
72
96
120
144
168
192
216
240

Referência: Souza GB. Manual de Drogas Injetáveis, 2ª ed. Editora Medfarma. São Paulo. 2012

28 abril 2013

Cold water reconstitution of Vidaza® with subsequent refrigerated storage prolongs drug stability

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Cold water reconstitution of Vidaza® with subsequent refrigerated storage prolongs drug stability

Anthony Tutino, RPh; Mei Lai, PhD

Study Objectives: This study assessed whether the stability of azacitidine suspension can be prolonged when reconstituted with refrigerated water for injection followed by storage under refrigerated conditions.

Methods: Two lots of azacitidine (Vidaza) were reconstituted with refrigerated (2–8ºC) water for injection to form a suspension and immediately stored refrigerated (2–8ºC). After storage for 16, 18, 20, or 22 hours, azacitidine suspension was then placed at a constant 25ºC for 30 minutes then tested for potency, redispersibility time, and suspension appearance. Sterility testing was performed at the end of the study. Stability of azacitidine was defined as maintaining > 90% potency.

Results: Azacitidine reconstituted with cold water (2–8ºC) followed by refrigerated storage (2–8ºC) and 30 minutes equilibration to 25ºC remained stable from baseline to 22 hours with a maximum loss of potency of 2.7% for each of the two lots of drug evaluated. At the 16, 18, 20, and 22 hour study time points and 30 minutes equilibration to 25ºC, redispersion time was 0.3 minutes with the appearance of fine white particles in suspension. All reconstituted vials stored refrigerated (2–8ºC) passed sterility testing at the end of study. Reconstitution of azacitidine with cold water for injection together with subsequent refrigerated storage is associated with a threefold prolongation in the stability time of the drug from 8 to 22 hours.

Conclusion: This substantial increase in the time of azacitidine maintaining > 90% potency allows for prolonged in-use time that may provide for more convenience for pharmacists.

Reference: European Journal of Oncology Pharmacy • Volume 5 • 2011 • Issues 3-4

16 março 2013

Etilefrina: extravasamento



Efortil®; etiladrianol; etilefrin (INN).

Descrição: solução injetável. Cada mL contém 10 mg de cloridrato de etilefrina (ampola 1 mL). Excipiente: água para injeção; pH 4,5-6,5. Estocar em temperatura ambiente, não congelar e proteger da luz.(1,2)

Categoria: droga simpaticomimética de ação direta com elevada afinidade pelos receptores α-1, β-1 e β-2, sendo capaz de potencializar a contratilidade cardíaca e aumentar o desempenho cardíaco, elevando o volume sistólico; indicado no tratamento da hipotensão normovolêmica aguda, síncope cardiovascular, associado a sintomas, tonturas, sensação de fadiga inexplicável, visão embaraçada ou perda da visão, sensação de fraqueza.(1,2)

Protocolo de extravasamento: interromper imediatamente a infusão do medicamento instalado, quando observar sinais e sintomas de extravasamento. Não retirar a agulha. Aspirar, pela agulha, a medicação extravasada residual o quanto puder. Retirar a agulha. Prevenção da necrose:o local deve ser infiltrado com 10 mg de fentolamina diluída em 15 mL de soro fisiológico (adulto) e 0,2 mg/kg em 10 mL de soro fisiológico (pediatria). Deve ser utilizada uma seringa com agulha fina e a solução deve ser infiltrada por toda a área afetada. Se a área é infiltrada dentro de 12 h, o bloqueio simpático com fentolamina produz imediatas e visíveis mudanças locais hiperêmicas.(3)

Monitorização do paciente: orientar o paciente a manter o membro elevado. Observar regularmente a presença de dor, eritema, enduração ou necrose. Documentar o tratamento: data, hora, local/dispositivo inserido, seqüência de medicamentos, notificação do médico e tratamento de enfermagem.

Contaminação acidental: as áreas afetadas do corpo devem ser lavadas imediatamente com bastante água durante 20 a 30 minutos. Se derramar na bancada de trabalho: lavar as áreas contaminadas com detergente e água para injeção. Limpar o interior e a superfície do trabalho com álcool a 70%. Deixar secar na ventilação. Terminada a descontaminação colocar todos os materiais e esponjas num saco plástico, selar e rotular como "RESÍDUOS DE MEDICAMENTOS" e incinerar.

Conduta na superdose: uma superdosagem aguda acentua as reações adversas descritas. Em lactentes e crianças pequenas, a superdosagem pode causar depressão respiratória central e coma. Deve-se instituir um tratamento sintomático adequado. Em caso de superdosagem grave devem ser adotadas medidas de terapia intensiva. Os sintomas devidos à atividade beta1-simpaticomimética devem ser tratados com beta-bloqueadores, administrados de acordo com as normas terapêuticas habituais para esta classe de fármacos.(1)

Referências bibliográficas:
1.Etilefrin. Disponível em: http://www.viha.ca. Acesso em: 17 de setembro de 2010.
2.Micromedex®. Disponível em: http://www.periodicos.capes.gov.br. Acesso em 20 de janeiro de 2013.
3.Guide extravasation management in adult & pediatric patients. The University of Kansas Hospital. Disponível em: http://www2.kumc.edu/pharmacy. Acesso em: 18 de janeiro de 2013.

23 janeiro 2013

Redução de Erros de Dispensação em uma Farmácia Hospitalar

Joana Stela Gonçalves Ildefonso Ramos - Fundação Hospitalar de Minas Gerais - MG; Elaine de Andrade Azevedo - Fundação Hospitalar de Minas Gerais - MG; Tania Azevedo Anacleto - Fundação Hospitalar de Minas Gerais – MG

Introdução: o avanço das tecnologias diagnóstica e terapêutica trouxe melhorias na qualidade de vida da população, gerando impacto significativo na eficácia, na complexidade e nos custos da assistência à saúde no âmbito hospitalar e ambulatorial. A farmácia pode contribuir na segurança do paciente, por isso o processo de dispensação deve ser avaliado visando a detecção de falhas e a adoção de medidas para redução dos erros de medicação.

Objetivos: determinar a taxa de erros de dispensação, conhecer e analisar os tipos e causas de erros em uma farmácia hospitalar, com o objetivo de identificar oportunidades de melhorias no sistema de dispensação.

Método: estudo transversal prospectivo realizado no período de abril a maio de 2010, em um hospital público de Belo Horizonte. Realizou-se cálculo amostral para selecionar 317 prescrições de forma randomizada, incluindo clínica médica e cirúrgica, utilizando o epiinfo 6.04. Foram comparados os medicamentos separados para cada paciente com a prescrição médica, analisando as variáveis: tipo de prescrição (manuscrita, pré-digitada e mista), legibilidade, nome do paciente, tipo de plantão (completo e incompleto) e tipos de erros de dispensação. Sendo estes classificados como: erro de quantidade, concentração, horário, forma farmacêutica e medicamento. A análise estatística foi realizada no Stata® 10.0.

Resultados: foram dispensados 2.970 Medicamentos, com média de 9,2 por prescrição (desvio padrão 4,9). das 317 prescrições estudadas, 5,4% (n=17) apresentaram um ou mais erros de dispensação, totalizando 26 erros. Foram registrados todos os tipos de erros de dispensação; sendo a maior proporção representada pelo erro de quantidade (53,8%, n=14). As prescrições estavam 100% legíveis, e 68,8% eram pré-digitadas. O plantão completo teve menos erros que os outros tipos de plantão. Observou-se que a taxa de erros encontrada neste estudo foi baixa, quando comparada a estudos semelhantes realizados no Brasil. Considerando que 100% das prescrições estavam legíveis, constata-se que não houve associação entre a legibilidade das prescrições e a ocorrência de erros, levando a supor que os erros registrados podem estar relacionados a outros fatores: falta de atenção, sobrecarga de trabalho e as interrupções externas. A partir dos resultados, a farmácia realizou treinamento com os funcionários e implantou a conferência pelo farmacêutico, dos medicamentos dispensados no primeiro semestre de 2011, o que levou a reduzir a taxa de erros para 1,35%.

Conclusões: o uso da taxa de erros de dispensação como indicador de qualidade do serviço prestado pela farmácia é uma ferramenta que permite atuar nos pontos frágeis do processo de trabalho visando melhorias e propicia o incremento da segurança na cadeia de utilização dos medicamentos. Neste trabalho, constatou-se que a capacitação dos funcionários e a participação efetiva do farmacêutico no setor de dispensação são necessárias e positivas, duas medidas simples e de baixo custo que propiciaram elevada redução da taxa de erros. A conferência dos medicamentos antes da dispensação é uma ação que permite detectar falhas, reduzir a ocorrência de erros e contribuir para aumentar a segurança do processo de utilização de medicamentos. Entretanto, considera-se necessário a implementação de medidas suplementares, como a dupla conferência pela enfermagem e a informatização do setor de dispensação, que possam interceptar os erros antes que estes atinjam os pacientes.

Referência: poster in VIII Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar. 24 a 26 de novembro de 2011. Salvador. BA. Brasil.