Gilberto Barcelos Souza. Farmacêutico. Trabalhou durante 41 anos no Serviço de Farmácia do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) ● 29 livros publicados ● Extravasamento Medicamentos Injetáveis ● Oncológicos Injetáveis e Orais ● Imunoterápicos ● Protocolos de Quimioterapia ● Interações Medicamentosas em Oncologia ● Formulário Magistral ● Medicamentos em Terapia Intensiva Pediátrica. Editor do www.meuslivrosdefarmacia.com.br. Editor do www.meuslivrosdeoncologia.com.br
19 março 2009
GEL DE CLORIDRATO DE DILTIAZEM
ESTABILIDADE QUÍMICA, FÍSICA E MICROBIOLÓGICA DE UM GEL DE CLORIDRATO DE DILTIAZEM
Ana C. Salgado, Marina Lobo Alves, Fátima Falcão, João F. Pinto.
Tecnologia Farmacêutica, Faculdade de Farmácia, Universidade de Lisboa; Serviços Farmacêuticos Hospital São Francisco Xavier
***
Resumo: A fissura anal é um problema comum que afecta ambos os sexos. A hipertonia do esfíncter anal é o principal factor fisiopatológico que condiciona a cicatrização. É mais frequente em doentes com obstipação crónica. É caracterizada por dor e hematoquezias. O índice de cicatrização não ultrapassa os 65 a 70%, independentemente da utilização dos tratamentos médicos disponíveis, obrigando frequentemente ao recurso a procedimento cirúrgico. A utilização do cloridrato de diltiazem por via tópica constitui uma nova abordagem terapêutica das fissuras anais. O objectivo deste trabalho é o desenvolvimento de um gel de cloridrato de diltiazem a 2% e o estudo da sua estabilidade química, física e microbiológica. O protocolo de estabilidade adoptado obedeceu, nos aspectos relevantes, às normas em vigor para estudos de estabilidade de especialidades farmacêuticas.Para o efeito, foram produzidos três lotes de gel de composição idêntica que foram armazenados durante 93 dias, em frascos de vidro incolor, a 22±3ºC e protegidos da luz. A intervalos de tempo apropriados foram colhidas amostras e analisados os seguintes parâmetros: aspecto, viscosidade, doseamento do cloridrato de diltiazem (HPLC) com pesquisa de produtos de degradação e controlo microbiológico (realizado segundo a FP VII para preparações líquidas para uso oral). O método de doseamento da substância activa foi devidamente validado quanto à sensibilidade, linearidade, exactidão e precisão. A estabilidade do gel foi definida como a retenção de um teor em cloridrato de diltiazem ³95% sem alterações significativas nos restantes parâmetros analisados. Os resultados indicam que o gel de cloridrato de diltiazem a 2% armazenado à temperatura ambiente (22±3ºC) é estável química, física e microbiologicamente durante todo o tempo do estudo (93 dias).
Referência: 5º Congresso Nacional da APFH. Lisboa. 2007
12 março 2009
Creme de metadona 0,1%, lidocaína 2% e metronidazol 5% para el tratamiento de úlceras tumorales dolorosas.
Crema de metadona 0,1%, lidocaína 2% y metronidazol 5% para el tratamiento de úlceras tumorales dolorosas
M.C. Dávila Pousa, L. Herrero Poch y G. Piñeiro Corrales
Complexo Hospitalario de Pontevedra. Pontevedra.
***
Introducción: El alivio del dolor y la eliminación del mal olor causado por microorganismos anaeróbios, es uno de los objetivos principales del tratamiento de las úlceras tumorales dolorosas en una unidad de cuidados paliativos. La asociación de metadona a formulaciones tópicas con metronidazol y lidocaína podría estar valada por la existencia de receptores opiodes periféricos y por sus propiedades de liposolubilidad y elevada vida media.
***
Objetivo: Protocolización de una fórmula magistral con metronidazol lidocaina y metadona para el tratamiento tópico de ulceras tumorales dolorosas.
***
Material y método: Se realizó una busqueda bibliografica en PubMed y google sobre la utilización y dosificación de metadona, lidocaína y metronidazol por vía tópica en el tratamiento de ulceras tumorales. Se analizaron las características físico-químicas de los tres principios activos en Index merck y en el proveedor de materias primas: www.acofarma.com y las características farmacocinéticas en la base de datos de Micromedex. Se revisaron las fórmulas por vía tópica del formulario nacional, formularios de reconocido prestigio y la base de datos del Consejo General de Colegios farmacéuticos que incluyesen alguno de los tres componentes , para seleccionar les excipientes mas adecuados. También se revisaron las concentraciones y composición de los preparados comerciales con metronidazol y/o lidocaína.
***
Resultados: Según los datos recogidos, para los principios activos se establecieron las siguientes concentraciones: metadona Cl H 0,1%, lidocaína ClH 2% y metronidazol 5%. Como base se utilizó una crema emoliente O/W compuesta por los siguientes excipientes: Tween 80 2,5%, Alcohol cetílico 15%, vaselina filante 10%, propilenglicol c.s, solución concentrada de hidroxibenzoatos 1% y agua purificada como vehículo. La experiencia de uso por parte del personal médico y de enfermería de la unidad de cuidados paliativos ha resultado muy satisfactoria.
***
Conclusiones: La fórmula establecida se ha mostrado eficaz en el tratamiento del dolor y reducción del mal olor de úlceras tumorales. La utilización de metadona por vía tópica ha permitido en algunos pacientes una reducción de la dosis de opioide administrado por vía sistémica. La elaboración de formulas magistrales en una unidad de cuidados paliativos es una buena alternativa para cubrir aquellas lagunas terapéuticas que no proporciona la industria farmacéutica.
***
Referência: 53º Congreso Nacional de la Sociedad Española de Farmacia Hospitalaria. Valencia. 21-24 de octubre de 2008
01 março 2009
Errores de prescripción de antineoplásicos en pacientes oncohematológicos
Errores de prescripción de antineoplásicos en pacientes oncohematológicos
Garzás-Martín de Almagro MC, López-Malo de Molina MD, Abellón Ruiz J, Fernández García I, Isla Tejera B.
Servicio de Farmacia. Hospital Universitario Reina Sofía. Córdoba (España)
Objetivo: Detectar los distintos tipos de error de prescripción de citostáticos en pacientes hematológicos y de Oncohematología pediátrica de nuestro hospital, identificar las posibles causas que los originan y proponer medidas de mejora.
Métodos: Estudio observacional longitudinal prospectivo en el que se validaron todas las prescripciones de antineoplásicos procedentes de los servicios de Hematología y Oncohematología pediátrica durante un período de 15 meses (en los años 2006-2007). Se clasificaron los tipos de error atendiendo a la terminología y taxonomía publicadas por Otero y cols en el documento “Errores de medicación: estandarización de la terminología y clasificación,”recogiéndose 11 variables. Entre otros parámetros se determinaron: %error global, % error por tipo de prescripción, % error por servicios, % intervención farmacéutica y su grado de aceptación.
Resultados: Se detectaron un total de 92 errores correspondientes al 1.4% del total de prescripciones, siendo los de mayor relevancia: dosificación incorrecta(28.2%), duración incorrecta (21.7%), volumen y/ó vehículo inadecuado (16.3%) y omisión (13.0%). Además se detectó una órden de tratamiento de un paciente pediátrico alérgico al citostático prescrito. El 81.8% de órdenes con error se prescribieron de forma manual. Para Hematología se obtuvo un 0.9% de error y un 3.5% para Oncohematología pediátrica. Tanto el índice de intervención farmacéutica como su grado aceptación fue del 100%.
Referência: Revista de la OFIL 2007,17;4:29-34
09 fevereiro 2009
Perfil de consumo de antineoplásicos injetáveis em um Hospital Universitário
Perfil de consumo de antineoplásicos injetáveis em um Hospital Universitário
Márcia Dias (1,2); Natalia Bousquet (1,2); Manuela Pedroza (3); Araken Caldas (2)
(1) Curso de Especialização Treinamento em Serviços para Farmacêuticos Hospitalares, nos moldes de Residência. Rua Mário Viana, 523 – CEP 24241-000 – Niterói (RJ)
e-mail: marciadias_35@yahoo.com.br, nataliabousquet@gmail.com
(2) Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP)
Rua Marquês de Paraná, 303 - CEP 24030-210 – Niterói (RJ)
e-mail: apcaldas@gmail.com
(3) Centro Universitário Plínio Leite (UNIPLI)
Av. Visconde do Rio Branco, 123 - CEP 24020-000 - Niterói (RJ)
e-mail: manu_pedroza@yahoo.com.br
Introdução: A Política Nacional da Assistência Farmacêutica juntamente com a Política Nacional de Medicamentos constituem um dos elementos fundamentais para a implementação de ações de melhoria das condições de assistência à saúde da população. A atenção farmacêutica envolve vários componentes inclusive o registro sistemático das atividades e avaliação de resultados.
Objetivo: Estimar o perfil de consumo de medicamentos antineoplásicos na central de quimioterapia do HUAP.
Método: As prescrições médicas de serviços ambulatoriais e de internação foram analisadas entre o período de abril a julho de 2008, considerando os antineoplásicos injetáveis padronizados e o número de manipulações deste período.
Resultados: Os medicamentos 5-fluorouracil (5-FU), citarabina (ARA-C), doxorrubicina (DOXO) e etoposido (VP16) apresentaram maior perfil de consumo nos meses estudados, acima de 100 frascos. O número de manipulações feitas no hospital no período foi em média aproximadamente 1140 por mês.
Discussão e Conclusão: Apesar de não ser um hospital especializado em oncologia, a crescente demanda de serviços em quimioterapia vem levando o staff farmacêutico hospitalar a determinar o perfil de consumo destes medicamentos para programar de forma correta a aquisição destes e assim, evitar tanto a demanda reprimida quanto a interrupção do tratamento.
***
A partir da média mensal de manipulações de um período de quatro meses, foi possível determinar os antineoplásicos de maior consumo médio dentre os padronizados, cujo consumo em conjunto gira em torno de 63% do total de manipulações do período estudado. Nosso trabalho demonstra a importância do ciclo da atenção farmacêutica, em especial a programação, para a correta alocação de recursos públicos hospitalares.
Referência: 1º Congresso de Farmácia Hospitalar em Oncologia do INCA. Rio de Janeiro. 2008
03 fevereiro 2009
Analysis of pharmaceutical interventions: Hospital Garcia de Orta
Santos A, Rodrigues C, Alcobia A. Pharmacy Department, Hospital Garcia de Orta, EPE, Almada, Portugal. farmaceuticos@hgo.min-saude.pt
Background: A systematic record is made by the pharmacist of interventions to medical prescriptions in a unit dose drug distribution system. This is a practical method that enables communication between health professionals and allows the detection and resolution of drug-related problems, so enhancing clinical activity. The main objective of this study was to quantify and characterise the pharmaceutical interventions made in some wards of the hospital.
Methods: Prospective observational study of the pharmaceutical interventions that were made during review of the drugs prescribed from January to June 2006 in the gastroenterology, infectious diseases, rheumatology, neurology and vascular surgery departments.
Results: During the study period, 510 interventions were made in the following categories: 259 (51%) nonhospital formulary drugs, 58 (11%) drug substitution, 55 (11%) therapeutic drug monitoring, 54 (11%) antibiotic justifications, 34 (7%) wrong dosage, 16 (3%) drug stability, 9 (2%) drug information, 8 (2%) duplicate therapeutics, 8 (2%) drug interactions, 7 (1%) change from intravenous to oral administration and 2 (<0.5%) wrong indication. Of the 76 drugs studied, those that generated most interventions were: bisoprolol, valsartan, piperacillin–tazobactam, meropenem and vancomycin. All interventions mentioned previously were accepted by the medical staff, as were the suggested courses of action related to interventions.
Conclusions: Adjustment of dosage, drug monitoring and drug stability are just some of the interventions that result in improvements to the care provided to patients, as well as a better management of the available resources. The prevention of these problems must be a priority for the pharmacy department, whose main goal is to ensure the safety and efficacy of the drugs administered in the hospital environment. The next step will be to create a computerized record to classify these interventions and determine the clinical and economic impact of drug-related problems.
Reference: 13th Congress of the European Association of Hospital Pharmacists. 2008
12 janeiro 2009
Stability of Oral Liquid Dosage Forms of Glycopyrrolate Prepared With the Use of Powder.
Vishnu D. Gupta, PhD. Pharmaceutics Division. University of Houston, Houston,Texas
Abstract: A previously developed stability-indicating high-performance liquid chromatographic assay method was used to investigate the stability of glycopyrrolate in oral liquid dosage forms (0.5 mg/mL)that contained a 0.05-M phosphate buffer of pH 5.6 and either 10% sorbitol or 10% sucrose as the sweetening agent.The decomposition product and sorbitol or sucrose did not interfere with the assay procedure.The liquid dosage forms were prepared using com mercially available powder.After 129 days of storage at 25 °C, the loss in potency was less than 6%.The physical appearance of the dosage forms did not change during the study period.The pH value of the dosage forms in sorbitol did not change from the original value of 5.6.The pH value of the dosage forms in sucrose decreased from 5.6 to 4.8 after 129 days of storage at 25 °C.
Reference: Gupta VD. Stability of Oral Liquid Dosage Forms of Glycopyrrolate Prepared With the Use of Powder. IJPC 2003;7(5):386-388
09 janeiro 2009
The impact of computerized prescribing on error rate in a department of Oncology
Small MDC, Barrett B, Price GM. The impact of computerized prescribing on error rate in a department of Oncology. Journal of Oncology Pharmacy Practice 2008;14(4):181-187
Department of Pharmacy, Norfolk and Norwich University Hospital, Norwich, United Kingdom
***
Purpose: A comparison of prescribing errors detected for computerized and spreadsheet prescriptions in the Department of Hematology and Oncology of the Norfolk and Norwich University hospital.
Methods: A prospective audit of 1941 prescriptions for chemotherapy was made from January to September 2005. Each new cycle of chemotherapy ordered was monitored for prescribing errors, which were analyzed by method of prescription (computerized or spreadsheet), prescriber, type, and severity.
Results: Computerized prescribing reduced errors by 42%. Errors occurred in 20% of spreadsheet prescriptions compared with 12% of the computerized prescriptions. There was a significant difference in error rates of three different prescribers whichever prescribing system was used. The proportion of errors that were minor was reduced and serious was increased with little change in the proportion of significant or life-threatening errors.
Conclusions: The impact of computerized prescribing on adverse drug events requires further evaluation. Prescriber training may be important in further reducing errors. The implementation of all the existing functions of the electronic system should lead to further reduction in errors.
References: Small MDC, Barrett B, Price GM. The impact of computerized prescribing on error rate in a department of Oncology/Hematology. Journal of Oncology Pharmacy Practice 2008;14(4): 181-187
27 dezembro 2008
Palonosetrona + ciclofosfamida + ifosfamida: compatibilidade e estabilidade.
Xu QA, Trissel LA. Compatibility of palonosetron with cyclophosphamide and with ifosfamide during simulated Y-site administration. Am J Health Syst Pharm. 2005 Oct 1;62(19):1998-2000.
Division of Pharmacy, The University of Texas M. D. Anderson Cancer Center, 1515 Holcombe Boulevard, Houston, TX 77030, USA.
PURPOSE: The physical and chemical compatibility of palonosetron with cyclophosphamide and with ifosfamide during simulated Y-site administration was studied.
METHODS: Test samples were prepared in triplicate by mixing 7.5 mL of palonosetron hydrochloride 50 microg (of palonosetron) per milliliter with 7.5 mL of cyclophosphamide 10 mg/mL and with ifosfamide 20 mg/mL. Physical stability was assessed by turbidimetry, particle sizing, and visual inspection. Chemical stability was assessed by stability-indicating high-performance liquid chromatography. Evaluations were performed immediately and one and four hours after mixing.
RESULTS: The samples were clear and colorless when viewed in normal fluorescent room light and when viewed with a high-intensity monodirectional light. Turbidity remained unchanged, and particulate content was low and exhibited little change. Palonosetron, cyclophosphamide, and ifosfamide remained chemically stable throughout the four-hour test period.
CONCLUSION: Palonosetron hydrochloride was physically compatible with cyclophosphamide or ifosfamide during simulated Y-site administration.
REFERENCES: Xu QA, Trissel LA. Compatibility of palonosetron with cyclophosphamide and with ifosfamide during simulated Y-site administration. Am J Health Syst Pharm. 2005 Oct 1;62(19):1998-2000.
18 dezembro 2008
Fentanil intranasal em pacientes oncológicos
TOLERABILITY AND SAFETY OF INTRANASAL FENTANYL TREATMENT FOR BREAKTHROUGH PAIN IN PATIENTS WITH CANCER: FOUR-MONTH FOLLOW-UP
S. Kaasa, C. Marchesini, Z. Kaczmarek, A. Oronska, H. Kress, T. Nolte
Purpose of the study: To confirm the long-term tolerability and safety of treatment with intranasal fentanyl titrated to doses of 50, 100, and 200 mcg, for the treatment of breakthrough pain in patients with cancer, during an open-label follow-up safety period.
***
Methods: This was a randomised double-blind, placebo-controlled, cross-over, multicentre trial involving 120 adult in/out patients with cancer, receiving stable, chronic opioid therapy and experiencing ‡3 BTP episodes per week and £4 per day. Patients were titrated to an effective dose (providing pain relief within 10 min) of 50, 100, or 200 mcg of intranasal fentanyl per administration. Subsequently, they received their successful treatment dose of intranasal fentanyl (in a randomised, double blinded sequence), for six of eight breakthrough pain episodes (maximum four per day), and placebo for one breakthrough pain episode each of episodes 1–4 and 5–8, respectively. Rescue analgesic after 20 minutes of treatment was permitted for patients with no or inadequate pain relief. Patients were monitored for safety for 4 months after inclusion of the last patient in the trial.
***
Results: In 108 patients, the mean number of days of exposure was 106.4. Sixty-five patients experienced adverse events (AEs) during this period: 52 had serious AEs, 42 died and 44 patients discontinued trial due to AEs, mainly due to progression of malignant neoplasm and unrelated to study medication.
Only five patients experienced AEs considered to be related to trial drug (4.6% of all patients): five had nausea; four had constipation; two experienced vomiting, and one had epistaxis, all of which were graded mild or moderate, and one patient experienced severe dysgeusia (taste disturbance) who discontinued participation in the trial.
***
Conclusions: All doses of intranasal fentanyl were shown to be safe and well tolerated. The majority of those AEs considered related to study drug were mild to moderate, and most reported AEs were considered to be related to progression of patients’ underlying disease.
Referências: Annals of Oncology 19 (Supplement 8): viii254–viii258, 2008
01 outubro 2008
Potencial cariogênico e pH de xaropes pediátricos
Santinho AJP, Waldow C, Santos SB.
Curso de Farmácia de Presidente Prudente (UNOESTE)
Resumo: A cariogenicidade dos xaropes pediátricos está relacionada ao baixo pH desses medicamentos, assim como a presença de diferentes edulcorantes. O objetivo deste trabalho foi avaliar comparativamente o potencial cariogênico de xaropes pediátricos contendo ou não sacarose em função do pH.
***
Foram selecionados xaropes de cloridrato de ambroxol, carbocisteína e acebrofilina (expectorantes), sendo que para cada fármaco foram testadas duas formulações contendo ou não sacarose e que tiveram seus pHs verificados por 8 dias. Constatou-se que somente os xaropes contendo carbocisteína apresentaram valores de pH dentro de uma faixa que não contribuem para a cárie.
***
Os xaropes de ambroxol contendo sacarose apresentaram baixo pH, indicando um amplo potencial para o desenvolvimento das lesões cariogênicas. Já, ambos os xaropes de acebrofilina, apresentaram o mesmo pH, indicando que seu potencial erosivo depende da presença de sacarose. Por fim, pode-se dizer que o xarope de carbocisteína sem sacarose foi o medicamento menos cariogênico, ao passo que o xarope de cloridrato de ambroxol, contendo sacarose, foi o mais cariogênico.
***
Sugere-se que quando houver necessidade de administração prolongada desse tipo de medicamento, deve-se utilizar a preparação isenta de açúcar, pois, mesmo sem sacarose, o baixo pH pode ser suficiente para iniciar a cárie, recomendando-se, portanto, a profilaxia dental após a ingestão de cada dose.
Referência:
Santinho AJP, Waldow C, Santos SB. Estudo sobre a correlação do potencial cariogênico e do pH de xaropes pediátricos. Rev. Bras. Farm., 89(2), 2008
21 setembro 2008
Estabilidade da mistura ropivacaína + ketorolac + epinefrina
J. Nejatbakhsh, B. Madsen, H. Jespersen and B. Sønniksen.
The Pharmacy Department at Aarhus University Hospital, Denmark
Background: The ambition for The Pharmacy Department at Aarhus University Hospital is to provide drugs that are as ready to use as possible, to minimize errors and enhancing drug safety for patients and to quality assure the handling of drugs. The Department of Orthopaedic Surgery uses a triple-solution containing ropivacaine, ketorolac and epinephrine for local and intraarticular infiltration. The clinical staff on the ward used to prepare the solution. In accordance with the ambition the Pharmacy is now producing the triple-solution. This is made possible by cooperation between The Acute Pain Service, the departments for Clinical Pharmacy, Quality Assurance and the Production Unit at the Pharmacy.
Methods: The triple-solution was quantitative measured for ropivacaine, ketorolac and epinephrine by reverse phase high-performance liquid chromatography (HPLC). Furthermore, pH value was measured, particle content was tested and the Container Closure Integrity Test was performed.
Results: The concentration of ropivacaine, ketorolac and epinephrine decreased respectively 1%, 2% and 10% during storage at 4°C for 20 days and 48 hours at 22°C. None of the tested batches contain less than 90% of the declared content of the three
components.
Conclusion: The triple-solution remained stable during 20 days at 2-8 °C, followed by 48 hours of storage below 25 °C. The Pharmacy now has a regular delivery of the triple-solution to several departments at the hospital.
Reference: 13th EAHP Congress, Maastricht, the Netherlands, 27-29 February 2008
Estabilidade de medicamentos citostáticos
S. Jané, J. Menéndez, J. Girbau, A. Clopés*, C. Muñoz*, S. Narváez*
Pharmaceutical Technology Department, Laboratorios Grifols & *Servei de Farmàcia del Institut Català d’Oncologia-Hospital Duran i Reynals, Barcelona, Spain
Background: Many cytostatic drugs must be prediluted, before intravenous administration, in an isotonic solution. Normal saline in polypropylene bags is a good option because of its weight when compared to glass and inertness in relation to PVC
Methods: Three Cytostatic drugs, Docetaxel, Doxorubicin•HCl and Cyclophosphamide were prediluted in normal saline solutions at concentrations usually prepared in hospital pharmacy. Glass bottles, polypropylene and pvc bags all of 100ml were used. Docetaxel was not prepared in pvc. They were stored at 5°C and 25°C and controlled up to 7 days for docetaxel, 10 days for Cyclophosphamide and 30 days for doxorubicin•HCl. According to USP monographs when available, colour, turbidity, assay, related compounds and pH were controlled at several intervals for all the drugs. Assay was assessed with HPLC-UV. For PVC bags DEHP content was controlled at the
end of stability.
Results: Docetaxel solutions were stable along the study, Doxorubicin•HCl 30 days at 5°C and 15 days at 25°C, and Cyclophosphamide 6 days at 5°C and 5 days at 25°C.
No DEHP was found in solutions in PVC bags.
Conclusions: Normal saline in polypropylene bags is suitable to prepare stable solutions of Docetaxel, Cyclophosphamide and Doxorubicin•HCl. The physicochemical stability depends on the storage temperature.
Reference: 13th EAHP Congress, Maastricht, the Netherlands, 27-29 February 2008
22 julho 2008
Estudo de estabilidade do colírio de mitomicina
ETUDE DE LA STABILITE D'UN COLLYRE A LA MITOMYCINE DOSE A 0,02 %
C. Bareau, H. Perrier, X. Cartan, F. Croissant, F. Lagarce, L. Lequay, M.-A. Clerc
19 julho 2008
Morfina gel: estabilidade de uma preparação semisólida para uso tópico
Gabilondo Zelaia I., Mora Atorrasagasti O., Urrutia Losada A., López de Torre Querejazu A., Corcóstegui Santiago B., Lertxundi Etxebarria U. Galdakao – Usansolo Hospital, Galdakao, Spain
E-mail: itxasnegabilondo@redfarma.org
Background: The local analgesic effect of topical morphine is well known since opioid receptors were found on peripheral nerve terminals. The local application has the potential advantage of
avoiding systemic adverse effects without losing analgesic efficacy. Terminal patients with cancer suffer from painful ulcers. The control of this pain commonly results to be difficult even using systemic opioids. In this context the use of topical morphine can turn out to be a good alternative. We describe the case of a woman whose painful ulcer was treated with morphine gel 0,125%.
Methods: T.M.P., a 78-year-old woman, was diagnosed with vulvar cancer (pT1b N1) which required surgical intervention and radiotherapy. A year later, in january of 2007, as a complication she developed an important ulcer in the genital area. In july, the Pharmacy was asked for a topical morphine gel for the palliative care because the pain was poorly controlled with systemic opioids. We found enough evidence to support its use in the literature.
Results: The mixture was prepared by mixing 100 mg of morphine sulphate and 80 g of Intrasite gel® (carboximethylcellulosae hidrogel) assigning a 28 day stability at room temperature as it was described in the literature. T.M.P’s ulcer was treated with it but efficacy could not be assessed because the patient died before pain evaluation.
Conclusion: Our pilot experience suggests that topically applied morphine can represent a valid alternative to relieve intractable ulcer pain.
Reference: 13th EAHP Congress, Maastricht, the Netherlands, 27-29 February 2008
Arginina gel: estabilidade de uma preparação semisólida para uso tópico
PHARMACEUTICAL DEVELOPMENT AND STABILITY STUDIES OF A TOPICAL GEL CONTAINING L-ARGININE
H. Gonçalves*, A. Melo Gouveia*, H.M. Ribeiro**, A. Salgado**, A. Silva**, M. A. Duarte**, A.J. Almeida**
*Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Portugal; **iMed.UL, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, Portugal.
Email: humberto.mestrado@gmail.com
Background: Anal fissures cause pain, blood loss and discomfort, and have serious consequences on the quality of life of oncology patients, mainly as a side effect of radiation treatment. It is known that this pathology is related to ischemia of the anal region. Usual treatment consists on improving blood circulation and inducing relaxation of the sphincter. Current treatments, such as surgery, diet and topical preparations of vasodilators such as
nitroglycerine have shown relative efficacy and relevant side effects. The use of a topic preparation of L-arginine has the rationale that this drug can be locally metabolised to nitric oxide, and thus act as a vasodilator with reduced systemic effects. The objective of this work is the development and short term stability test of a topical gel with L-arginine to be compounded on named patient basis inside hospital pharmacy.
Methods: Based on well established pharmaceutical technology information, several gelling agents and concentrations were evaluated (hydroxypropylmethylcelulose, hydroxiethyl-celulose
and carbomer). All were assessed for several characteristics such as organoleptic properties, pH, rheology, osmolarity and microbiology testing. On the chosen formulation, the same characteristics were assessed for a period of 2 months, in order to provide some stability data.
Results: Out of 9 tested formulations, one was considered suitable, using hydroxyethylcellulose as gelling agent. The resulting product is a transparent gel with adequate viscosity. On this formulation the assessment was repeated after one and two months. Organoleptic characteristics remained stable, pH showed slight reduction (5,8 to 5,71 after 2 months). Rheology and osmolarity remained unchanged.
Conclusions: According to the assessed parameters, the formulation of L-arginine gel shows a 60 day stability in terms of organoleptic parameters, pH, rheology and osmolarity. Further work will include development of an assay method and clinical tests. It is expected that assay data will be available by January 2008.
Reference: 13th EAHP Congress, Maastricht, the Netherlands, 27-29 February 2008
10 julho 2008
Sildenafil: estabilidade da suspensão oral para o tratamento de hipertensão pulmonar em crianças
Nahata MC, Morosco RS, Brady MT. Extemporaneous sildenafil citrate oral suspensions for the treatment of pulmonary hypertension in children. Am J Health Syst Pharm. 2006 Feb 1;63(3):254-7
The Ohio State University, Columbus, OH 43210, USA. nahata.1@osu.edu
PURPOSE: The stability of sildenafil citrate 2.5 mg/mL in two extemporaneously prepared oral suspensions stored at 4 and 25 degrees C was studied.
METHODS: Thirty 25-mg tablets of sildenafil citrate were ground to powder, and the powder was combined with a 1:1 mixture of Ora-Sweet and Ora-Plus or a 1:1 mixture of methylcellulose 1% and Simple Syrup, NF, to produce two 2.5-mg/mL suspensions. Five plastic bottles of each suspension were stored in amber plastic prescription bottles at 4 or 25 degrees C. Samples were collected on days 0, 7, 14, 28, 42, 56, 70, and 91 for analysis of sildenafil content by high-performance liquid chromatography; pH was also measured. Samples were visually observed against black and white backgrounds.
RESULTS: The mean concentration of sildenafil citrate exceeded 98% of the initial concentration in all samples at both temperatures throughout the 91-day study period. No changes in pH, odor, or physical appearance were observed.
CONCLUSION: Sildenafil citrate 2.5 mg/mL in two extemporaneously compounded oral suspensions was stable for 91 days in plastic prescription bottles at 4 and 25 degrees C.
09 julho 2008
Estabilidad de prednisona en suspensión oral formulada con distintos polimeros
FERNANDEZ, ADRIANA; JABALERA, ALICIA; GALANTE, ARIEL; MANFREDINI, GABRIELA; ROCCA, VIVIANA; GOMEZ, ARIEL; DEGROSSI, JOSE; GARCIA, ROBERTO; BREGNI, CARLOS
Introducción: La prednisona es una droga que se utiliza en diversas patologías, en diferentes rangos de dosis; siendo ventajosa la forma farmacéutica suspensión por su dosificación volumétrica, que otorga facilidad para ajustar la dosis requerida y realizar el descenso paulatino de la dosis al finalizar la corticoterapia. Dado que es una practica común en farmacia hospitalaria obtener una suspensión (no disponible) por pulverización de los comprimidos y posterior dispersión del polvo en un vehiculo apropiado originando un sistema inestable farmacotecnicamente que puede llevar a errores de dosificación por falta de uniformidad de dosis. En este trabajo, nos propusimos aprovechar la experiencia hospitalaria de los autores y el amplio conocimiento en farmacotécnia para luego de una búsqueda bibliografica proponer dos sistemas diferentes de prednisona en suspensión, utilizando excipientes accesibles en farmacia hospitalaria, y analizando la estabilidad de los sistemas con la finalidad de que quede a disposición de los hospitales una formulación de Prednisona en Suspensión de estabilidad validada.
Objetivo: Analizar la estabilidad de prednisona en dos sistemas formulados con distintos agentes de suspensión.
Materiales y métodos: El trabajo se realizo en la Cátedra de Farmacotécnia I de la Facultad de Farmacia y Bioquímica de la UBA. desde el 21/11/06 hasta el 20/02/07. Se elaboraron dos formulaciones de prednisona al 1‰, utilizando como polímeros carboximetílcelulosa al 0,5% y metílcelulosa al 0,8% con sus respectivos blancos. Se preparó un lote de cada sistema y se envasaron en frascos de PVC con tapa a rosca de plástico de 60 ml, almacenándose a temperatura ambiente. Se realizaron ensayos farmacotécnicos y fisicoquímicos por triplicado a 0, 30, 60, 90 días y desafío del conservador (este ensayo se realizo en la Cátedra de Higiene y Sanidad de la misma Facultad). Equipos utilizados: HPLC Shimadzu SCL-6B acoplando como detector un spectrofotometro UV Shimadzu SPD-6A y un integrador Shimadzu L-R3A; viscosímetro Brookfield RUT Synchro-Lectric; microscopio Arcano XSZ-107 E 40X; pHmetro Atronic TPA III; balanza Denver pk-202 (max 200g - d=0,01g); probetas, pipetas y matraces. Las técnicas son todas USP XXIV excepto para el volumen de sedimentación que se procedió según Tecnología Farmacéutica de Vila Jato.
Resultados: La valoración de prednisona cumplió el rango de aceptación (90-110%) en ambos sistemas en el período de estudio, con un menor porcentaje de degradación de activo en el sistema con metílcelulosa (4,0%). Respecto al pH, se obtuvo en los dos sistemas una disminución de 0,70 unidades al término de los 90 días. A partir del día 60 en ambos sistemas se observó un aumento del crecimiento de cristales, en el de metílcelulosa de 6,27µm (día 0) a 9,10 µm (día 60) y en el de carboximetílcelulosa de 6,98 µm (día 0) a 10,12 µm (día 60), notándose durante el estudio un alto grado de dispersión en el tamaño de los mismos, lo que puede atribuirse a la falta de pasaje por un molino coloidal. El volumen de sedimentación correspondió en todos los casos a 0,01. En la formulación con carboximetílcelulosa La viscosidad disminuyó en forma significativa. Las dos formulaciones cumplen con el ensayo de desafío del conservador según especificaciones de FA 7 edición (único ensayo microbiológico realizado)
Conclusiones: Ambos sistemas se pueden preparar en el Servicio de Farmacia Hospitalaria conservándose a temperatura ambiente, pudiéndose administrar al paciente hasta 30 días después de su elaboración sin sufrir en este término degradación de prednisona. El conservador es compatible con la formulación. Respecto a la estabilidad resultó más favorable la formulación con metílcelulosa.
VII Congreso Argentino de Farmacia Hospitalaria (2007)
Elaboración de cápsulas de clorhidrato (HCL) de L-lisina 200 mg para profilaxis y tratamiento de la queratitis herpética
Servicio de Farmacia. Hospital de Conxo. Complejo Hospitalario Universitario de Santiago de Compostela (A Coruña). España. C/Ramón Baltar s/n, CP:15706. Tf:981951860, fax: 981950917. keyna.rivera.rodriguez@sergas.es
L-lisina HCl tiene un efecto inhibidor en la multiplicación del virus del herpes simplex en las células del huésped. Ensayos clínicos controlados multicéntricos ponen de manifiesto efectos beneficiosos de L-lisina HCl, no sólo previniendo la aparición de recurrencias sino también acelerando la recuperación tras la infección. Las dosis utilizadas oscilan desde 200 a 1200mg diarios, en una o varias administraciones. Proponemos la elaboración como fórmula magistral, ya que no existen preparados comerciales.
MATERIALES Y MÉTODOS: Materias primas: L-lisina clorhidrato .....…………..20 g; Celulosa microcristalina csp…………40 mL. Procedimiento de elaboración: pesar 20g de L-lisina HCl en la balanza. Pulverización del producto con la ayuda de un mortero y tamizado posterior (1mm), se trasvasa a probeta graduada (50mL). Medir el volumen aparente añadiendo celulosa microcristalina hasta completar 40mL. Homogeneizar el producto mediante agitación constante durante 30 minutos en mezcladora orbital. A continuación se procede al llenado de 100 cápsulas nº 2 en el capsulador manual. Tras el cierre de las cápsulas se valida el lote resultante mediante un control de uniformidad de masa.
INFORMACIÓN AL PACIENTE: Etiqueta: L-lisina HCl 200mg cápsulas. Vía oral. Caducidad 6 meses. Conservar a temperatura ambiente en lugar seco. Dosis según indicación del oftalmólogo. Administrar después de las comidas. Advertencias: Las altas dosis de lisina pueden causar efectos nocivos gastrointestinales. Contraindicaciones: Hipersensibilidad a L-lisina HCl y en enfermedad renal.
CONCLUSIÓN: En nuestro Servicio de Farmacia, elaboramos cápsulas de L-lisina ClH de 200mg como tratamiento coadyuvante de queratitis herpética recidivante junto con colirio de suero autólogo, para una serie de 8 pacientes durante 6 años. Evidenciamos un estancamiento
en la progresión de la queratitis herpética y en el número de recidivas que presentaron.
XII Congreso de Formulación Magistral AEFF. 24-27 Octubre, Madrid 2007 – Póster Nº 2
06 julho 2008
Estabilidade de Medicamentos Injetáveis em Solução para Diálise Peritoneal
GILBERTO BARCELOS SOUZA, JOÃO LUIZ DE AZEVEDO, JÚLIO FERNANDO CASCARDI DE BARROS
Serviço de Farmácia. Hospital Universitário Antonio Pedro. Universidade Federal Fluminense. Niterói. RJ
Introdução e Objetivo: A diálise peritoneal é um procedimento médico que substitui o trabalho dos rins. Remove o excesso de água, resíduos e substâncias químicas do corpo. Este tipo de diálise usa a membrana peritoneal para a filtração sanguínea. Alguns medicamentos são administrados pela via peritoneal para o tratamento de infecção peritoneal ou podem ser administrados intraperitoneal para produzir um efeito sistêmico. As necessidades terapêuticas levam frequentemente a se misturarem na bolsa de diálise peritoneal, diversos medicamentos, e eventualmente, não temos informações sobre a estabilidade dos medicamentos após a mistura.
Material e Métodos: As informações sobre a estabilidade dos medicamentos foram obtidas através de um levantamento bibliográfico de referências internacionais, onde descrevemos a estabilidade de medicamentos injetáveis, misturadas ou não, em bolsa plástica descartável estéril de solução para diálise peritoneal. Estas informações foram compiladas e harmonizadas através de pesquisas em mais de 600 referências bibliográficas.
Resultados e Conclusão: Na pesquisa realizada, foram descritas a estabilidade para um total de 87 medicamentos: ampicilina, anfotericina B, azlocilina, bicarbonato de sódio, cefamandol, cefapirina, cefazolina, cefalotina, ceftriaxona, cefepima, cefmenoxima, cefoperazona, cefotaxima, cefoxitina, ceftazidima, ciprofloxacina, clindamicina, deferoxamina, dobutamina, eritromicina, gentamicina, heparina, linezolida, mezlocilina, miconazol, moxalactama, nafcilina, ofloxacina, pefloxacina, piperacilina, teicoplanina, tobramicina, vancomicina, misturadas ou não com outros medicamentos, descrito na pesquisa, estocados na temperatura ambiente, com a estabilidade em solução para diálise peritoneal com glicose a 1,5%; 2,5% ou 4,25%.
Risco de Interações Medicamentosas na Clínica Médica de um Hospital Universitário. Combinações de Uso de Digitálicos e Outros Medicamentos
GILBERTO BARCELOS SOUZA, JOÃO LUIZ DE AZEVEDO, KARLA MANHÃES PESSANHA, JÚLIO FERNANDO CASCARDI DE BARROS, LILIA RIBEIRO GUERRA, JOANA MARCHITO DE JESUS, ALINE RODRIGUES DOS SANTOS, MANUELA DE FIGUEIREDO PINTO PEDROZA CALDAS, ROBSON RANGEL
Serviço de Farmácia. Hospital Universitário Antonio Pedro. Universidade Federal Fluminense. Niterói. RJ
Introdução: A consulta de interações medicamentosas é uma tarefa que pode consumir um tempo considerável do profissional farmacêutico no seu trabalho diário dentro da farmácia hospitalar. A associação com fins terapêuticos é um princípio tão antigo como a farmácia, e tem sido a base da farmacoterapia durante mais de dois mil anos. A mais frequente combinação descrita foi a de digoxina com diversos diuréticos que, são drogas utilizadas no tratamento da insuficiência cardíaca. Os diuréticos aumentam a possibilidade de intoxicação digitálica através de distúrbios eletrolíticos como hipocalemia, hipomagnesia. A hipocalemia induzida pela furosemida aumenta a sensibilidade ao digitálico, predispondo a intoxicação digitálica e a toxicidade da digoxina pode precipitar arritmias.
Material e Métodos: O objetivo do trabalho foi verificar a interação medicamentosa entre a digoxina com os seguintes medicamentos: furosemida, espironolactona, captopril, e hidroclorotiazida em um hospital universitário. Prescrições de todos os pacientes internados na clínica médica, cardiologia, gastroenterologia, pneumologia, dermatologia, neurologia e hematologia de um hospital universitário, no período de agosto a dezembro de 2004 foram revisadas. Foi realizada busca manual de todos os prontuários dos pacientes internados nas respectivas enfermarias citadas acima. Foram identificados os pacientes que utilizaram a combinação digoxina versus furosemida, espironolactona, captopril, e/ou hidroclorotiazida.
Resultados: Dos 852 pacientes pesquisados, durante o período do estudo, 100% dos internados na cardiologia, apresentavam riscos de interação medicamentosa digitálica; 100% dos pacientes do estudo e que fizeram uso da associação digoxina-furosemida, apresentavam riscos de outras interações medicamentosas digitálicas relacionadas: telmisartan, quinidina, omeprazol, claritromicina, amiodarona, rifampicina, metoclopramida; 852 ou 100% dos pacientes pesquisados e internados não receberam suplementos de potássio; 27 ou uma taxa de 3,17% de pacientes com possíveis relatos de interações medicamentosas para interação DIGOXINA versus FUROSEMIDA; 29 ou uma taxa de 3,4% de pacientes com possibilidade de interações medicamentosas para DIGOXINA versus ESPIRONOLACTONA; 20 ou uma taxa de 2,34% de pacientes com relatos de interações medicamentosas para DIGOXINA versus CAPTOPRIL; 6 ou uma taxa de 0,7% de pacientes com possíveis interações medicamentosas para DIGOXINA versus HIDROCOLOROTIAZIDA.